França quer evitar confronto com Nigéria
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segunda-feira, 22 de junho de 1998
Agência Folha 
Ainda lamentando a ausência de seu maior astro, Zinedine Zidane, suspenso por dois jogos, o técnico da França, Aimé Jacquet, disse ontem que seu time vai tentar vencer a Dinamarca, amanhã, em Lyon, para assegurar o primeiro lugar do Grupo C.
O objetivo francês é evitar um confronto com a Nigéria já nas oitavas-de-final da Copa. Para o lugar de Zidane, a quem considera insubstituível, Jacquet deve optar por Robert Pires, do Metz. Com seis pontos, a França lidera o grupo, seguida de Dinamarca (quatro), África do Sul (um) e Arábia Saudita (sem ponto).
Dinamarca - Os dirigentes enviaram ontem uma carta à Fifa criticando a atuação do árbitro colombiano John Jairo Toro Rendón no jogo em que o time europeu empatou em 1 a 1 com a África do Sul, durante a primeira rodada. De acordo com o texto dinamarquês, o árbitro colombiano, que expulsou dois jogadores dinamarqueses e um sul-africano, teve comportamento discutível.
África do Sul - Jogadores e comissão técnica são unânimes em afirmar que o time precisa se concentrar apenas em vencer a Arábia Saudita amanhã, em Bordeaux, e esquecer o outro jogo do Grupo C, entre França e Dinamarca, que acontecerá no mesmo horário em Lyon, às 11 horas.
Segundo o meia Moshoeu, os sul-africanos têm de vencer pela maior diferença possível, e só depois pensar no resultado da outra partida para tentar uma das duas vagas nas oitavas-de-final. Com um ponto e saldo negativo de três gols, a África do Sul precisa vencer os árabes e torcer para a França, já classificada, derrotar a Dinamarca, que tem quatro pontos e saldo positivo de um gol.
Arábia Saudita - O príncipe árabe Walid Ben Bader Ben Saud, novo presidente da delegação, afirmou ontem que, na partida contra a África do Sul, os sauditas demonstrarão a real força de seu futebol. Ele afirmou que os jogadores prometeram lutar por um bom resultado, visando apagar a má impressão deixada após a goleada sofrida pelos sauditas para a França, por 4 a 0.
O príncipe criticou o ex-técnico do time, o brasileiro Carlos Alberto Parreira, que a seu ver exercia enorme pressão sobre os jogadores.


