O futebol francês foi tomado por um escândalo de racismo. Denúncias feitas esta semana apontam que a Federação Francesa de Futebol orientou clubes e escolinhas a limitarem a entrada de negros e árabes em suas equipes de base para que a próxima geração seja "branca" e "europeia".

A reação da Federação foi de negar categoricamente a acusação. Mas, pressionada pelo governo, ordenou investigação no que promete ser o maior escândalo de racismo no futebol europeu.

Uma reportagem investigativa feita pelo site Mediapart revelou que o conselho técnico da Federação decidiu, em novembro do ano passado, passar instrução aos clubes e escolinhas oficiais para estabelecerem cota de apenas 30% para jogadores "não brancos" entre 12 e 13 anos.

A reportagem acusou Laurent Blanc, técnico da seleção, de ser favorável à decisão. Durante a reunião de novembro, Blanc teria usado a seleção Espanha como exemplo. "Eles não têm negros", teria dito.

Ontem (29), o técnico foi obrigado a convocar coletiva para dizer que as revelações são falsas. Para Blanc, a questão é dar "chances aos jogadores de menor tamanho, mas que tenham qualidade de drible e inteligência, sejam eles brancos ou não". Blanc, na reunião, teria dito que as escolinhas davam atenção aos jogadores fortes. "E quem são os mais fortes? Os negros."

O técnico da seleção sub-21 da França, Erick Mombaerts, revelou que o Olympique de Marselha e o Lyon já iniciaram a adoção das cotas.

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