São Paulo, 16 (AE) - O Marathon/Franca poderá não ter o apoio de sua tradicional torcida na decisão do título de campeão do basquete masculino paulista. O time do técnico Héli Rubens Garcia conseguiu sua classificação, mas corre o risco de ser punido, com a perda do mando de quadra, por causa do tumulto que ocorreu após a partida de sexta-feira, pelo playoff semifinal, em que venceu o COC/Ribeirão por 78 a 69.
Amanhã, a Comissão Disciplinar da Federação Paulista de Basquete (FPB) deverá reunir-se para analisar a súmula e as imagens do jogo (a entidade deverá requisitar a fita da partida) e definir se haverá alguma punição contra Franca, a interdição ou não do Ginásio Pedrocão. O regulamento do Campeonato Paulista prevê que a segurança nos ginásios é de responsabilidade do clube que tem o mando do jogo, podendo ser executada pela Polícia Militar ou civil, de acordo com a organização de cada clube mandante. O técnico Edvar Simões
que foi detido quando tentou "tirar satisfações" com o árbitro da partida, disse que a segurança do ginásio francano foi feita por "leões-de-chácara" que não têm esperiência para atuar em jogos.
O técnico de Ribeirão entende que a FPB deve tomar providências. Seu filho, o armador Edvar Simões Júnior foi ferido no rosto por uma sapatada e teve um arranhão na córnea.
FEMININO - Apenas dois pontos de vantagem permitiram ao BCN/Osasco, de Magic Paula, abrir com vitória o playoff semifinal do Campeonato Paulista Feminino contra a Arcor/Santo André, de Janeth, no sábado. O time de Osasco venceu a partida por 92 a 90, na prorrogação, depois de empate por 82 a 82 (43 a 47) no tempo normal. O BCN fará agora as duas próximas partidas no ginásio adversário, o Pedro DelAntonia, amanhã (17) e depois, às 20h30.
O time de Campinas, a Knorr Lámen, da cestinha Karina, também fez uma partida muito equilibrada contra o Paraná/Carapicuiba, que também foi à prorrogação. O time do Paraná venceu por 90 a 89, após empates por 65 a 65 (29 a 36) e 76 a 76. A pivô Karina, que marcou 39 pontos, é a principal cestinha da competição, com 584 pontos, uma média de 30,7 pontos por partida. "Não é fácil uma estrutura de quatro meses, como a nossa, derrotar o paraná, que está trabalhando há quase quatro anos", lamentou karina. "Mas é bom ver que estamos jogando em igualdade de condições e perdemos apenas por detalhes."
Seu time vai tentar reverter a desvantagem amanhã, às 20h30, em Carapicuiba (com transmissão da ESPN/Brasil). O terceiro jogo será terça-feira, também em Carapicuiba.

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