France PresseFair playO zagueiro
francês Blanc,
autor do
primeiro gol
na história
da ‘morte
súbita’ em
copas do
mundo, consola
o goleiro e
capitão
paraguaio
Chilavert,
que foi
considerado
o melhor
jogador em
campoA França levou 113 minutos para marcar um gol. Foi o primeiro gol da história das copas pelo novo sistema de ‘morte súbita’. Morte súbita para os paraguaios, que cumpriram a promessa de vender caro a derrota e seguraram o 0 a 0 até o fim do tempo regulamentar. Só aos 8min do segundo tempo da prorrogação é que Pires cruzou do bico direito da grande área e Trezeguet ajeitou de cabeça para o zagueiro Blanc, a um passo da pequena área, superar finalmente a estrela do jogo, o goleiro Chilavert.
Se, antes da partida, os franceses achavam o Paraguai um ‘enigma’, durante o jogo encontraram exatamente o mesmo tipo de armação que o time dirigido pelo brasileiro Paulo César Carpeggiani mostrara nas três partidas anteriores.
Ou seja, um bloco defensivo extremamente sólido e competente. A única surpresa veio das deficiências da França: sem Zidane e com Djorkaeff, seu substituto teórico, muito adiantado, o time francês deixou um buraco entre o meio-de-campo e o ataque.
Resultado: cada vez que a defesa paraguaia cortava um ataque francês, a bola rebatida encontrava um atacante do Paraguai (Benítez ou Cardoso) em vez de um jogador da França. Com isso, o Paraguai podia organizar contra-ataques ou, no mínimo, reter a bola na frente o suficiente para irritar os franceses. Que o objetivo paraguaio era levar o jogo para a prorrogação ficou definitivamente claro já aos 18min do primeiro tempo, quando Chilavert tomou cartão amarelo por atrasar a reposição da bola em jogo.
O capitão francês Didier Deschamps admitiu que a sua equipe deixara ‘‘um bocado de energias em campo na batalha com o Paraguai.’’ Motivo, segundo o próprio Deschamps: ‘‘Muito espaço entre as linhas.’’ Mesmo assim, o domínio francês foi amplo. Com Djorkaeff muito enfiado entre os atacantes, a tarefa de armar o jogo coube mais a Deschamps e Petit (substituído aos 24min do segundo tempo por Boghossian), que são meio-campistas defensivos. Tanto é assim, que ‘‘Petit saiu de campo carbonizado (pelo esforço)’’, na descrição feita por Deschamps.
Pior para a França: seu artilheiro na Copa, Thierry Henry, deixou o campo com entorse no tornozelo. Foi substituído aos 20 minutos do segundo tempo, depois de ter perdido a melhor chance francesa na primeira etapa, ao chutar na trave. ‘‘Melhor no tornozelo que no joelho’’, conformou-se o técnico Jacquet, já pensando na partida contra a Itália, na sexta-feira, pelas quartas-de-final.

FRANÇA 1
Barthez; Lizarazu; Blanc; Desailly; Thuram; Petit (Boghossian); Deschamps; Diomede (Guivarc’h); Djorkaeff; Thierry Henry; Pires; Trezeguet. Técnico: Aymé Jacquet.

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