Romelu Lukaku, atacante da Bélgica   -   Antoine Griezmann, atacante da França
Romelu Lukaku, atacante da Bélgica - Antoine Griezmann, atacante da França | Foto: John Thys e Hector Retamal/AFP


São Petersburgo - Kylian Mbappé poderia estar sorrindo por dentro, mas não demonstrou. Sem nenhuma pressa, passou pelos jornalistas franceses, alguns desafetos, com o troféu de melhor em campo nas mãos. Não olhou para o lado e ignorou as perguntas após ter quase sozinho eliminado Lionel Messi da Copa do Mundo. Ele havia acabado de fazer dois gols e sofrer um pênalti na vitória da França sobre a Argentina nas oitavas de final.

"Foi uma atuação de melhor do mundo?", foi uma das questões que fez de conta não ter ouvido, talvez por ter sido feita em inglês, talvez por não ter vontade de responder mesmo.

Se a França for campeã, Mbappé é um candidato a vencer o prêmio de melhor do mundo, escolhido em eleição organizada pela Fifa. Sua seleção não tem um candidato. Nem dois. Tem três nomes.

Mbappé, Griezmann e Pogba formam a espinha dorsal francesa que nesta terça-feira (10), às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo, vai tentar levar a equipe à final do Mundial pela primeira vez depois de 12 anos. Terá de superar a Bélgica para isso. Os três foram ou vêm sendo preparados para os dois troféus: da Copa e de melhor do planeta. A última vez que um francês levou o prêmio foi em 2003, com Zinédine Zidane, que já havia vencido em 1998.

Porque em algum momento alguém terá de arrancar de Cristiano Ronaldo e Messi o cetro. O argentino e o português controlam o prêmio da Fifa desde 2008. Cada um venceu cinco vezes.

Ronaldo, que ganhou nos dois últimos anos, não foi o mesmo na temporada europeia que passou. O Real Madrid venceu o terceiro título seguido da Liga dos Campeões. Na final, ao contrário do que havia acontecido em 2017, o atacante não brilhou. Na Copa, foi eliminado nas oitavas de final no mesmo dia que Mbappé mandou a Argentina de Lionel Messi para casa.

O desempenho na Rússia será a última palavra no prêmio. A instrução da Fifa para os capitães de seleções, técnicos e jornalistas (que formam o colégio eleitoral) é que levem em consideração atuações até, no máximo, 15 de julho deste ano. A data da final do Mundial.

Do outro lado, a brilhante geração belga será comandada por Eden Hazard, 27, que enfrenta a seleção que o inspirou no futebol. A ligação do jogador com a França é anterior à sua passagem pelo Lille, clube francês onde fez a maior parte de sua formação como jogador até se profissionalizar, em 2007. Em entrevista recente, ele admitiu que torcia mais pelos rivais desta terça que pela seleção do seu país.

"Em 1998 a França foi campeã mundial. Naquela época os jogadores da França eram melhores que os da Bélgica, e digo isso com todo o respeito. Sempre nos sentimos belgas, mas apoiávamos a seleção francesa", disse o jogador que tinha sete anos em 1998 e foi criado na região da Valônia, onde predomina o idioma francês.

EM SÃO PETERSBURGO

França
Lloris; Pavard, Umtiti, Varane e Lucas Hernandez; Kanté, Pogba e Matuidi; Mbappé, Giroud e Griezmann. Técnico: Didier Deschamps

Bélgica
Courtois; Alderweireld, Vertonghen e Kompany; Carrasco, Witsel, Fellaini, De Bruyne e Chadli; Hazard e Lukaku. Técnico: Roberto Martínez

Árbitro: Andres Cunha (URU)
Estádio: São Petersburgo
Horário: 15h (de Brasília)

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