A França, que não disputa uma Copa do Mundo desde de 86, volta ao cenário mundial, na condição de anfitriã e como favorita, enfrentando, hoje, às 16 horas, a seleção da África do Sul, no Estádio Velódromo de Marselha. O jogo está sendo chamado de ‘‘encontro dos retornos’’. Isso porque a França não foi aos dois últimos mundiais e a África do Sul volta a jogar uma partida oficial na Europa depois de superados os problemas do ‘‘apartheid’’.
O time do técnico francês, Aimé Jacquet, sabe que começar a Copa com uma vitória será importante. ‘‘Levamos muito tempo esperando este momento e finalmente chegou a nossa hora’’, comentou o ele, que gostou da tabela. Para Jacquet, enfrentar a África do Sul na estréia é melhor do que jogar contra Dinamarca ou Arábia Saudita. Com um elenco cheio de estrelas, lideradas por Zidane, e com o país apoiando seu time, a França fará sua primeira partida na cidade que mais gosta de futebol.
O domínio da bola e o apoio da torcida serão as bases da tática francesa. O time será praticamente o mesmo que Jacquet tem utilizado nos últimos jogos, mas duas alterações táticas poderão ser feitas. Djorkaeff pode ser deslocado para o meio de campo, proporcionando a entrada do artilheiro David Trezeguet. Com isso, Stephane Guivarc’h perderia a condição de titular absoluto.
Curiosamente, é a pressão da torcida que faz com que os sul-africanos acreditem em uma vitória. O técnico Philippe Troussier concorda com o favoritismo francês, mas garante que não será fácil vencer seu time. ‘‘A responsabilidade da vitória é deles. Se eles demorarem a marcar um gol, a torcida poderá pressioná-los e isso nos favorecerá, porque todos ficarão nervosos’’, disse ele. Campeã africana de 96, a África do Sul realizou uma excelente fase de preparação, ganhando seis jogos e perdendo apenas um. A força do time está na velocidade de seu meio-de-campo e de seu ataque.

França
Barthez; Thuram, Blanc, Desailly e Lizarazu; Deschamps, Petit, Zidane e Djorkaeff; Trezeguet (Guivarc’h) e Dugarry. Técnico: Aimé JacquetFrance PresseO craque da casaZinedine Zidane é a principal arma do time para tentar o título que a França ainda não ganhouAgência Estado

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