Pela primeira vez desde que conquistou a Copa do Mundo de 1994, o Brasil perdeu a primeira posição do ranking de seleções da Fifa. A França, atual campeã mundial e européia, é agora a primeira colocada, com 796 pontos, e o Brasil vem logo atrás, com 794. A Argentina, líder isolada das eliminatórias sul-americanas para a próxima Copa, está em terceiro lugar (763 pontos).
Apesar de ter se mostrado superior ao Brasil durante quase todo o período que se seguiu à conquista da Copa de 1998, a França permaneceu desde então na vice-liderança do ranking, que tem o patrocínio da Coca-Cola, multinacional americana que está rompendo contrato de patrocínio com a seleção brasileira.
Os critérios peculiares apareceram sempre como a justificativa para as distorções, mas não resistiram aos seguidos fiascos da seleção brasileira, aliados à regularidade da França de Zidane, Lizarazu, Barthez, Henry e Desaily.
A equipe que bateu o Brasil na decisão da Copa de 1998 por 3 a 0 continua praticamente a mesma. As únicas mudanças no time titular foram as saídas do líbero Blanc e do volante Deschamps, que pararam de atuar desde a conquista da Eurocopa, no ano passado.
No Brasil, a situação é inversa. Dos 11 titulares que entraram em campo contra o Peru, no final do mês passado, pelas eliminatórias, nenhum havia estado no Mundial organizado pela França.
No ranking, a ascensão francesa foi impulsionada pela goleada de 4 a 0 que impôs a Portugal, em 25 de abril último.
A gota d’água para a queda do Brasil foram a derrota para o Equador e o empate com o Peru, ambos pelas eliminatórias para o Mundial de 2002.
A França entra para o seleto grupo de países que lideraram o ranking da Fifa desde a sua criação, em agosto de 1993. Além dela e do Brasil, somente a Itália e a Alemanha, ambas tricampeãs mundiais, haviam estado no topo.
Dos países sul-americanos, o Uruguai e o Equador foram os que mais subiram na classificação da Fifa, seis posições cada. O Uruguai pulou do 39º para o 33º lugar, enquanto o Equador foi do 51º ao 45º posto. Ironicamente, os uruguaios serão os próximos adversários do Brasil nas eliminatórias, em partida programada para o dia 1º de julho, em Montevidéu, e que já é tida como decisiva para o futuro de Emerson Leão como técnico.
O Equador, por sua vez, foi responsável por um dos últimos fiascos da equipe de Leão, ao bater o Brasil por 1 a 0 em Quito.

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