Franca desbanca Mackenzie de Oscar
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segunda-feira, 17 de maio de 1999
Agência Folha 
O Marathon/Franca venceu domingo o Mackenzie-Microcamp/Barueri, do cestinha Oscar, por 89 a 87 (41 a 43), no ginásio do Parque Antárctica, em São Paulo, e se classificou para a final do Nacional Masculino de Basquete, contra o Vasco, o atual campeão da Liga Sul-Americana. A decisão do título de 99 será numa melhor de cinco jogos e o primeiro será sexta-feira, às 19 horas, em Franca, com transmissão ao vivo do Sportv.
A segunda e terceira partidas estão marcadas para domingo e segunda-feira, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Caso seja necessário um quarto jogo, será em Franca.
O jogo de domingo foi o quinto do playoff entre as duas equipes. Nas partidas anteriores, o time que jogara em casa havia vencido. Domingo, porém, o time de Franca surpreendeu, ganhando da equipe de Oscar fora de casa, depois de passar a maior parte do jogo atrás no marcador.
Na etapa inicial, o domínio foi do Mackenzie, que, em boa parte do tempo, mantinha vantagem de cinco a sete pontos sobre a equipe de Franca. Justamente por estar em vantagem, o técnico Cláudio Mortari reclamava de seus jogadores, pedindo para eles trabalharem mais as jogadas e não arremessarem com afobação. Se não desse para fazer cesta, era só tocar para quem estivesse do lado. Arremessar de qualquer jeito é que não dava. Depois de uma paralisação de cerca de 10 minutos, por falta de luz no ginásio, Franca reagiu e acabou perdendo a etapa inicial por apenas dois pontos.
No segundo tempo, o Mackenzie não só continuou na frente, como chegou a ter 11 pontos de vantagem. Somente nos cinco minutos finais a equipe de Franca, dirigida por Hélio Rubens, conseguiu reagir. Quando faltavam três minutos, empatou, fazendo 77 a 77. A vitória do Franca só se definiu nos instantes finais, após arremesso do armador Helinho, o mais visado pela torcida da casa, por ser filho de Hélio Rubens.
Principal destaque do jogo, ao lado do ala Chuí, Helinho foi criticado pela comissão técnica adversária, para a qual ele segurava o tempo todo o braço de Rogerinho e depois simulava ter recebido falta para enganar a arbitragem.


