Curitiba - O desastroso resultado contra o Juventude, na última rodada - uma derrota de virada por 2 a 1 na Vila Capanema - recolocou o Paraná Clube em uma situação de risco. Apenas um ponto separa o Tricolor da zona de rebaixamento, área em que o time não consegue se desgarrar desde a primeira rodada.
A melhor colocação da equipe até aqui foi o 13º lugar provisório - logo após vencer o Criciúma, na nona rodada. O retrospecto está bem abaixo daquilo que o torcedor paranista e a própria diretoria do clube projetavam. Em nenhum momento, o Tricolor figurou entre os quatro primeiros que sobem à Série A ao final da temporada. E pior, a distância entre o Paraná Clube que soma 11 pontos e o quarto colocado na classificação, o Avaí, com 20, é de nove pontos.
Nem mesmo os jogos na Vila Capanema inspiram a equipe. Das seis partidas como mandante, o Paraná tem um rendimento de time visitante: uma vitória, duas derrotas e três empates, aproveitamento de 33%. Em uma competição equilibrada em que os jogos em casa são trunfos das equipes, o Paraná pouco somou para confirmar a condição de forte concorrente para subir para a Série A.
Em casa, o Tricolor desperdiçou 12 pontos que se contabilizados, o deixariam na vice-liderança. Fora os pontos perdidos, o que mais tem irritado o torcedor paranista são os gols não marcados. Contra o Juventude, o Paraná criou várias chances de colocar a bola na rede, as quais duas delas pararam na trave. ''São várias oportunidades que estamos criando e o time não está tendo a competência de marcar, digo isso, também por mim que sou atacante'', disse o atacante Marcelinho.
Se ao lado da torcida, nos dois últimos jogos o time travou, o técnico paranista Rogério Perrô espera que na próxima partida, contra o Brasiliense, na sexta-feira, na Boca do Jacaré, o Tricolor repita o que fez contra o Criciúma, na última vez que jogou fora de casa: conquiste uma vitória convincente.
O zagueiro Daniel Marques, expulso diante do Juventude, cumpre suspensão, e Luciano deve ser o substituto.

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