Fracassa proposta de Moura para parcelar o IPTU
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terça-feira, 16 de dezembro de 1997
Edmundo Inagaki Curitiba 
O cerco em torno do presidente afastado da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura, está se fechando. A cada dia que passa, a situação envolvendo o dirigente vai se complicando ainda mais. Na sexta-feira, amparado por uma valise contendo R$ 30 mil, em dinheiro, Moura esteve na procuradoria fiscal da Prefeitura de Curitiba para propor o parcelamento da dívida de R$ 1,2 milhão, referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano, em 36 vezes de R$ 30 mil. Se a proposta fosse aceita pelo procurador fiscal Eládio Prados Júnior, Moura já deixaria na Prefeitura os R$ 30 mil como pagamento da primeira parcela.
O problema é que o procurador-geral do Município, Marcus Vinícius de Lacerda Costa, quer garantias de que o montante total da dívida será realmente pago pela FPF. Atualmente, a única pessoa que pode garantir a quitação dessa dívida é o administrador temporário da Federação, Vicente Paschoal Rodacki, que praticamente ainda nem começou a tão esperada devassa fiscal na entidade. Se não houver uma garantia real, como por exemplo a disponibilidade de um bem imóvel, o Município não vai fazer acordo algum, sentenciou.
Com relação ao débito junto o INSS, o procurador do órgão no Paraná, Vicente Paulo Hajaki Ribas, deverá se pronunciar ainda está semana sobre a abertura de dois processos criminais, por apropriação indébita do dinheiro que é descontado dos funcionários da FPF e dos 5% que são descontados dos clubes e que deveriam ter sido repassados ao INSS pela FPF, mas não foram.


