FPF será indiciada em crime previdenciário
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de outubro de 1997
Júlio Tarnowski Jr. Curitiba 
A dívida que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) tem junto ao INSS não está mais na esfera administrativa. A partir de hoje a Federação está respondendo no Ministério Público Federal por dois crimes previdenciários: apropiação indébita e sonegação. A FPF deixou de recolher, nos dois últimos anos, a parcela do INSS descontada dos funcionários e os 5% de borderô dos jogos.
O INSS não divulga o valor da dívida por tratar-se de sigilo fiscal. A dívida pode chegar a R$ 2 milhões. Se o Ministério Público Federal acatar a denúncia, o presidente da FPF, Onaireves Moura, pode pegar de dois a seis anos de reclusão.
Segundo um funcionário da FPF, Onaireves Moura e o diretor financeiro, Cirus Itiberê, passaram o dia ontem tentando resolver o assunto. Mas a explicação fornecida era de que os dirigentes não haviam recebido a intimação. A Divisão de Fiscalização e Arrecadação Previdenciária do INSS disse que a FPF recebeu a intimação dia 8 de agosto.
O Ministério Público tem ainda outro processo contra a FPF de interdição do Pinheirão, desde 1º de agosto. A Federação não apresentou os laudos de segurança da cobertura do segundo anel do estádio e o Ministério Público pediu a sua interdição. O juiz da 5ª Vara Cível de Curitiba, Luiz Hamilton Mussi, solicitou ao engenheiro civil Marco Aurélio Pimpão, do Instituto de Criminalística do Paraná, a realização de uma perícia em todo o Pinheirão. Os trabalhos foram iniciados na semana passada, depois que a FPF depositou em juízo, parte dos R$ 27 mil para a execução dos trabalhos.


