FPF quer vender o Pinheirão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de abril de 1998
Ed Carlos Rocha 
As supostas irregularidades cometidas pelo presidente afastado da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolim de Moura, além de manchar a imagem da entidade nacionalmente, deverão culminar com a venda do Estádio Pinheirão ao Governo do Estado. Segundo o administrador temporário, Vicente Paschoal Rodacki, é o único meio de a entidade pagar os R$ 12 milhões de dívidas.
De acordo com Rodacki, a Federação e o governo estadual já estão em negociação. O valor a ser pago pelo estádio ainda não está definido, mas, segundo o administrador temporário, será suficiente para a quitação das dívidas.
Ainda temos que acertar os detalhes, mas é até possível que o governo nem nos repasse dinheiro e simplesmente assuma as dívidas da Federação.
As dívidas da entidade são, principalmente, com o Atlético Paranaense, com o INSS e com a Prefeitura Municipal.
A dívida com a prefeitura, relativas ao IPTU, causaram o afastamento em dezembro do ano passado de Onaireves Moura, que desacatou uma decisão judicial e não pagou R$ 1,2 milhão referentes ao imposto.
Por conta desse afastamento, a Justiça nomeou o administrador temporário para averiguar a real situação administrativa e financeira da entidade.
Em quatro meses de trabalho, Rodacki constatou que a Federação não existia financeiramente. Não existia controle sobre nenhum pagamento e por isso as dívidas foram crescendo.
Rodacki apurou diversas formas de irregularidades. Entre elas algumas curiosas. Os documentos analisados mostraram notas de motel em Londrina no valor de R$ 250,00, notas de compra de absorvente íntimo e adulterações grosseiras de notas de R$ 0,50 para R$ 35,00.
Além disso, há cobrança de dinheiro que nunca entrou na tesouraria da entidade e contratos que só davam prejuízos à Federação.


