São Paulo, 07 (AE) - O confronto entre Palmeiras e Santos, primeiro clássico do Campeonato Paulista de 1999, hoje à tarde, no Morumbi, tinha tudo para a ser uma grande festa programada pela presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Eduardo José Farah, com samba, cheerleaders esbanjando sensualidade, sorteio de prêmios e um telão divulgando e promovendo a competição. O público, que compareceu em pequeno número, porém, acabou, de certa forma, ofuscando a festa.
Nem mesmo a "câmera da sorte", nova promoção de Farah, ajudou a animar o público antes da partida. Os torcedores, filmados por uma câmera, eram convidados a pular e dançar nas cadeiras e arquibancadas, a pedido de um locutor, até que um fosse escolhido e mostrado no telão. Os ganhadores levavam camisetas e outros prêmios. Houve também sorteio de televisores. A torcida, no entanto, não mostrou muita animação.
Poucos minutos antes de a partida começar, o trânsito nas imediações do Morumbi estava calmo. Podia-se chegar ao estádio sem transtornos. Os vendedores ambulantes não mostravam empolgação e, nas bilheterias, o movimento também foi tranquilo. As filas só começaram a ser formadas pouco antes de o jogo começar, pelos atrasadinhos.
Inicialmente, a partida estava marcada para o Palestra Itália, mas a FPF resolveu mudar o clássico para o Morumbi, prevendo um público maior. As derrotas de Palmeiras e Santos, pela Libertadores da América e Torneio Rio-São Paulo, respectivamente, na semana passada, atrapalharam o interesse da torcida pelo clássico. Alguns palmeirenses e santistas reclamaram ainda do fato de o Morumbi ficar em um local afastado da região central da cidade.
Com o público menor, famílias e casais aproveitaram para aparecer no Morumbi. Nas cadeiras, palmeirenses e santistas, misturados, conseguiam conviver em harmonia, apesar da troca de ironias. O clássico, que não empolgou a torcida antes de seu início, ainda sofreu um golpe logo no primeiro minuto. Viola, uma das estrelas do jogo, foi expulso, juntamente com o palmeirense Roque Júnior. A razão foi uma troca de agressões que muitos torcedores, no Morumbi, não viram e não entenderam.

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