FPF inicia conversa com a Prefeitura
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sexta-feira, 12 de dezembro de 1997
Filipe Pimentel Curitiba 
Enquanto o administrador temporário da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Vicente Paschoal Rodacki, tomava conhecimento dos balancetes, o presidente afastado, Onaireves Rolim de Moura e o diretor do departamento financeiro da entidade, Cirus Itiberê da Cunha, conversavam com o procurador fiscal do município, Eládio Prados Júnior, tentando encontrar uma solução para a dívida da FPF com a prefeitura de Curitiba, hoje, em torno de R$ 1,2 milhão. Nesta reunião também estavam presentes os vereadores Jairo Marcelino e Algaci Túlio,
Moura e Cunha negociaram com o procurador o parcelamento desta dívida. Hoje, às 14 horas, haverá mais uma reunião para tentar definir um possível acordo. Moura ofereceu a área onde foi construída a praça da Vila Olímpica, na Avenida Vitor Ferreira do Amaral, no Tarumã, como forma de quitar a dívida. O procurador fiscal, Prados Júnior, aceitou, mas pediu que a FPF enviasse um documento solicitando este acordo. Isso deve ser feito pelo administrador temporário hoje. Caso o acordo seja selado, com a FPF pagando a primeira parcela da dívida, o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Leônidas Silva Filho, pode revogar a sentença que afastou Moura.
No primeiro dia de trabalho como administrador temporário, Rodacki reuniu-se com os diretores da FPF para pedir a colaboração. Hoje, ele inicia a análise dos documentos financeiros.
Vicente Paschoal Rodacki disse que o objetivo principal é responder a algumas perguntas do despacho do juiz Silva Filho. A principal questão é descobrir o que aconteceu com os 30% do faturamento, que deveriam ser retidos para pagamento do IPTU. Também queremos saber por que não foram apresentados os balancetes, disse.
Radacki comentou que quando chegou à FPF sentiu um clima de intranquilidade por parte dos funcionários. Eles estavam preocupados com os empregos. Deixei claro que não haverá demissões. Meu trabalho é encontrar uma solução de continuidade. Estou cumprindo determinações do juiz e quero descobrir o que está acontecendo, completou.
O presidente da Federação, Onaireves Rolim de Moura, foi afastado do comando da FPF por determinação do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do Paraná, Leônidas Silva Filho, porque não cumpriu determinações da justiça, recolhendo 30% do faturamento da FPF para pagamento do IPTU e também não apresentou balancetes.


