A Federação Paranaense de Futebol (FPF) diz hoje se acatará a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e incluirá o Engenheiro Beltrão na vaga do Toledo no Campeonato Paranaense, que começa daqui há 12 dias.
  A entidade estava em recesso, por isso, não foi notificada e seu presidente, Onaireves Nilo Rolim de Moura não se pronunicou sobre a liminar concedida pelo presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, que barrou a canetada dada pelo manda-chuva do futebol paranaense. Na quarta-feira Machado, ordenou a inclusão do Engenheiro Beltrão na Série Ouro e o rebaixamento do Toledo para a Divisão de Acesso. A decisão definitiva será conhecida em julgamento do Pleno, ainda a ser marcado.
  O Toledo brigava pela permanência na Primeira Divisão desde que foi rebaixado no Paranaense. Os toledanos acusavam o União Bandeirante de ter utilizado irregularmente dez jogadores no Estadual deste ano. No Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), o Toledo havia vencido a causa e passado a vaga na Segundona para o time de Bandeirantes. Mas o STJD decidiu por manter o União na elite. O Toledo, no entanto, se sustentava numa liminar concedida pelo TJD-PR, em que o presidente José Roberto Hagebock garante que o União Bandeirante não era mais objeto de julgamento por ter sido extinto.
  Para o STJD, a vaga aberta pelo União foi motivada pela extinção do clube de Bandeirantes e não por seu rebaixamento. Desta forma, o Engenheiro Beltrão seria o herdeiro legal dela, conforme determinam a Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor. Moura em decisão conjunta com o TJD–PR, decidiu pela inclusão do Toledo, sob a alegação de que não poderia promover o acesso de mais um clube da Segundona. No entanto, para a vaga do Galo, que se uniu à Adap, Moura incluiu o Iguaçu, terceiro colocado da Divisão de Acesso.
  Na mesma liminar Machado impediu o TJD-PR de tomar qualquer decisão relacionada ao assunto, determinando que todos os processos da matéria fossem suspensos, assim como deveriam ser sustadas as decisões proferidas pela TJD - o tribunal paranaense está na mira do STJD sob acusação de engavetamento de processos em favor de interesses da FPF. Apesar de não se pronunciar oficialmente, nos bastidores a FPF trabalha para a difícil tarefa de tentar derrubar a liminar.
  O episódio deve adiar o início do Campeonato Paranaense previsto para o dia 14. O vice-presidente do Toledo, Irno Piccinin, já avisou que vai usar todos os meios possíveis para que seu clube seja incluído na competição e ameaçou parar judicialmente o torneio caso não tenha sucesso.
  Para defendê-lo, o Toledo contratou o advogado Domingos Moro, um dos principais nomes do direito esportivo estadual e que também tem como cliente a FPF. Paralelamente à briga para ficar na Primeira Divisão, o Toledo deve pedir uma indenização à FPF baseada no investimento feito pelo clube para a competição, com a contratação de jogadores e manutenção do time, feitos após o aval de Moura, segundo Piccinin. ‘‘Alguém vai pagar por isso’’, ameaçou.

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