Curitiba - A prisão do ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Rolim de Moura, em um suposto esquema de desvio de recursos, é apenas o primeiro passo para o saneamento da entidade. É o que garante o atual presidente, Aluízio Ferreira, que afirma ter reduzido em 70% os gastos mensais da federação, além de ter encerrado as operações da Comissão Fiscalizadora de Arrecadação (Comfiar) e da FPFTV.
''Este caso só tomou este rumo porque nós, de junho para cá, fechamos as torneiras para que não saísse mais dinheiro da federação'', explica o presidente. Ele afirma ainda que a ''Comfiar parece ter sido criada apenas para desviar recursos''.
Sediada na própria FPF, e com operações financeiras intimamente ligadas à entidade, a empresa recebia metade da renda dos jogos destinada à federação e será extinta nos próximos meses. ''Os balanços da Comfiar se confundiam com os da FPF, inclusive seus 15 funcionários trabalhavam em nossa sede. Agora nós temos a autorização dos clubes da Série Ouro para fechar a empresa que já não tem nenhum funcionário efetivo. Apenas um não foi desligado porque está em licença médica'', complementa Ferreira.
Outro símbolo da ''era Moura'', que passou como um vendaval pela entidade, também está com os dias contatos. Fechada pela atual diretoria, a FPFTV terá seus equipamentos vendidos, para reduzir o rombo nos cofres da entidade. ''Quando chegamos, nem mesmo os salários estavam em dia. Hoje já reduzimos a folha de pagamento, incluindo encargos, de R$ 100 mil para R$ 43 mil. Ainda estamos finalizando o levantamento das dívidas, mas estamos negociando com os credores para acertar os pagamentos'', conclui, destacando entre as principais pendências dívidas de R$ 15 milhões com o INSS, R$ 10 milhões com o Atlético e R$ 6 milhões com a Prefeitura de Curitiba. (Luciano Balarotti/Equipe da Folha)

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