Fórmula Truck ainda mensura impacto da crise na categoria
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A crise financeira global, que freou os investimentos em todo o mundo, repercutiu também na Fórmula Truck brasileira, com o anúncio do encerramento das atividades da Londrina Truck Racing e a transferência da vaga de Leandro Totti para a Reis Peças Competições, de Goiás. A assessoria da categoria garantiu que as demais equipes seguem na temporada 2009 mas admitiu que as dificuldades poderão aparecer a qualquer momento. A média de investimentos anual na categoria é de cerca de R$ 500 mil anuais.
O ex-sócio da Londrina Truck Racing, Ernesto Pívaro Neto, o Gardenal, afirmou que ''a crise financeira inviabilizou a equipe, como negócio''. ''O esporte hoje, não apenas o esporte a motor, está com uma dificuldade muito grande de fechar patrocínio. Eles precisam de resultados e nós temos consciência de que a equipe não deu o retorno necessário no ano passado'', lamentou. Por causa de problemas na transição do motor mecânico para o eletrônico, o time londrinense encerrou a temporada de 2008 na penúltima colocação.
Os resultados ruins somados à saída de investidores de peso, como a norteamericana Delphi, forçou a equipe a desligar o caminhão e fechar as portas. A vaga, que era ocupada pelo londrinense Leandro Totti, foi negociada com a equipe goiana Reis Peças Competições, que já competia na categoria mas que locava o ''passe'' para um de seus pilotos até o ano passado. Sem assento garantido para a atual temporadana, Totti disse à FOLHA que que vai brigar para continuar na F-Truck. ''Tenho uns 10 dias para tentar negociar alguma outra coisa'', estimou.
Outros paranaenses na Fórmula Truck são o atual campeão Wellington Cirino (Mercedes) e João Marcos Maistro (Clay Truck Racing). A assessoria de Cirino avisou que a ideia é conquistar o tri para a Mercedes e o penta para Cirino ou o primeiro título para Geraldo Piquet, o outro piloto da equipe. Mesmo assim, a equipe admite que poderá revisar investimentos ao longo do ano. ''Lá pela segunda ou terceira etapa é que as equipes sentirão como vai estar o panorama geral em função da crise'', comentou o assessor Luiz Aparecido.
O londrinense Maistro também comemorou que seu time está mantido e que já fechou patrocínios importantes, como o assinado com a AES - fabricante espanhola de rolamentos.
Segundo Dinho Leme, assessor da organização da F-Truck, os contratos com os principais patrocinadores (Vipal, Bridgestone e Petrobrás) já foram assinados. Entre as equipes, nenhuma outra teria acusado dificuldades financeiras. ''Todas estão fechando normalmente, mas tenho certeza que (a crise) vai atingir muita gente. Ainda bem que no automobilismo muitos contratos são fechados com antecedência'', observou Leme.
Conforme o assessor da F-Truck, os custos anuais das equipes podem variar entre cerca de R$ 350 mil - entre as menos competitivas -, até mais de R$ 700 mil - entre aquelas que disputam as primeiras colocações. A primeira etapa será realizada em Guaporé (RS), em 8 de março.


