Rio - Uma ponte direta para a Fórmula 1. É com esse objetivo ambicioso que a Fórmula Renault chega ao Brasil. A categoria terá este ano sua primeira temporada no País e seus organizadores esperam exportar, em pouco tempo, pilotos para a Europa, quem sabe já direto para a F-1.
O otimismo, aparentemente excessivo, se justifica. A F-Renault brasileira terá carros exatamente iguais aos dos campeonatos disputados em vários países da Europa, como Inglaterra e Itália. Além disso, há exemplos recentes de pilotos que fizeram da categoria um trampolim para a F-1: São os casos do finlandês Kimi Raikkonen, que depois de conquistar o título da F-Renault inglesa foi contratado pela Sauber – atualmente está na McLaren – e de Felipe Massa, campeão da F-Renault italiana e européia, que estreou este ano na Sauber.
‘‘Um dos nossos objetivos é prestigiar os jovens talentos’’, disse ontem o gerente de Marketing da Renault, Antonio Megale, no autódromo de Jacarepaguá, no Rio, no lançamento oficial da categoria no Brasil.
Os organizadores da F-Renault importaram 30 carros, repassados às equipes, que têm orçamento próprio, por US$ 45 mil cada (aproximadamente R$ 103 mil). Deles, 27 já estão inscritos para a primeira etapa do campeonato, dia 21, em Pinhais-PR.
Os carros da F-Renault têm motor de 183 cavalos, pesam 550 quilos, com o piloto, e atingem velocidade de até 250 km/h, de acordo o circuito.
Ontem, nos testes realizados em Jacarepaguá, a média chegou a 155 km/h.
Os pilotos também encaram a F-Renault como uma grande opção, principalmente depois do fim da F-Chevrolet. Paulo Salustiano, de 18 anos, da equipe RS Competições, pretende usar a categoria como ‘‘acesso’’ para saltos maiores no futuro.
‘‘Assim, quando eu for para a Europa, já irei escolado’’. No entanto, os custos para os pilotos são um pouco salgados, embora mais baixos do que em outras categorias. A vaga em uma equipe sai por cerca de US$ 140 mil (cerca de R$ 320 mil).
O campeão da temporada, porém, ganhará um prêmio interessante: uma temporada na F-Renault européia, onde o campeonato não sai por menos de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 457 mil).

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