Imagem ilustrativa da imagem FÓRMULA 1<br>Faroeste inglês




Lewis Hamilton está muito, mas muito perto mesmo de conquistar seu segundo título mundial da Fórmula 1.
No GP dos Estados Unidos, ontem, conquistou sua quinta vitória consecutiva, a décima da temporada, e abriu 24 pontos de vantagem para Nico Rosberg. Ainda que matematicamente não possa encerrar a disputa nesta semana no Brasil, o inglês pode garantir a conquista com dois segundos lugares nas duas provas que faltam. Tarefa facílima diante da enorme superioridade da equipe Mercedes para os outros times.
Mais do que o aproximar da conquista, a prova no Circuito das Américas foi um brado contundente de como ele a merece. Superado no treino de classificação por um Rosberg que tem se mostrado eficiente em voltas rápidas, Hamilton atuou na corrida de maneira implacável, pressionando o rival desde o início da prova. Perdeu um pouco de terreno depois de superaquecer seus pneus fazendo isso. Mas voltou com tudo depois de sua primeira parada nos boxes, realizando uma boa manobra na 23ª para tomar a liderança.
- Vivo por momentos assim. Sempre digo que tudo que quero é poder correr, isso me faz feliz não importa o que aconteça. É um grande sentimento quando você vem de trás e consegue uma ultrapassagem que vale a liderança e potencialmente a vitória. Ganhar largando da pole é bom, mas vir de segundo, atacar, ultrapassar e vencer é ainda melhor! - comemorou o piloto inglês.
No outro lado do espectro esportivo, o dos derrotados, Rosberg concorda inteiramente com Hamilton: - Ser ultrapassado quando se está na liderança por alguém que tem o mesmo carro é a pior maneira de perder.
Mas foi culpa minha, demorei tempo demais para achar meu ritmo com as condições diferentes do vento e do asfalto. Cinco ou dez voltas depois que ele me passou, me encontrei em termos de balanço de freio e linhas de pilotagem, mas era tarde demais - lamentou alemão da Mercedes, com muita sinceridade.
Hamilton sente claramente a possibilidade da conquista mas, também sincero, não se esquece do Mundial de 2007, quando perdeu o título de maneira inacreditável, mesmo precisando de apenas um terceiro lugar nas duas corridas finais: - Quero ganhar tudo, mas o principal é vencer o campeonato. Vou encarar estas últimas corridas com calma, muito concentrado, exatamente da mesma maneira que fiz nas anteriores.
Espero que as experiências que tive no passado tenham me tornado mais forte do que nunca.

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