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Esporte

m de leitura Atualizado em 16/06/2022, 14:51

Fórmula 1 volta ao Canadá após três anos

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de junho de 2022

JULIANNE CERASOLI
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Fórmula 1 está voltando ao Canadá depois de três anos para a nona etapa do Mundial. Para se ter uma ideia de quanto tempo faz que Montreal não recebe a categoria, a última prova no Circuito Gilles Villeneuve foi aquela em que Sebastian Vettel cruzou em primeiro mas não levou, pois foi punido pela maneira como se defendeu do ataque de Lewis Hamilton nas voltas finais. Irritado, ele foi até as placas de primeiro e segundo colocados e as inverteu, colocando a de primeiro na frente da sua Ferrari.

Em 2022, os personagens principais são outros. Max Verstappen chega ao Canadá em um ótimo momento, como líder do campeonato com 21 pontos de vantagem sobre seu companheiro Sergio Perez, enquanto Charles Leclerc tenta se reerguer após ter dois abandonos por problemas no motor enquanto liderava nas últimas três provas.

COMO ACOMPANHAR O GP DO CANADÁ

Sexta-feira, 17 de junho

Treino livre 1, das 15h às 16h: BandSports

Treino livre 2, das 18h às 19h: BandSports

Sábado, 18 de junho

Treino livre 3, das 14h às 15h: BandSports

Classificação, das 17h às 18h: Band (SP e outras praças)/BandSports

Domingo, 19 de junho

Corrida, a partir das 14h30 (largada às 15h): Band e Rádio Bandeirantes/BandNewsFM

Circuito Gilles Villeneuve

Distância: 4.361 km

Número de voltas: 70

DRS - 2 zonas

Detecção zona 1: antes da curva 6

Ativação zona 1: entre as curvas 7 e 8

Detecção zona 2: após curva 9

Ativação zona 2: nos dois trechos da reta oposta

Pneus disponíveis: C3 (duros), C4 (médios) e C5 (macios)

Recorde em corrida: 1min13s078 (Valtteri Bottas, Mercedes, 2019)

RESULTADO EM 2019

Pole position: Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min10s240

Pódio:

1º Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1h29min07s084

2º Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) +3s658

3º Charles Leclerc (MON/Ferrari) +4s696

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO GILLES VILLENEUVE

A pista é parecida com Baku no sentido de ser um circuito de rua (no caso de Montreal, é um traçado semi-permanente, que fica dentro de um parque, como o da Austrália) com longas retas e muros próximos. Por outro lado, as curvas não são tão lentas e têm características diferentes (em Baku as curvas são muito semelhantes entre si, a maioria de 90 graus). Montreal em um hairpin e muitas chicanes de média velocidade.

Nestas chicanes, é muito importante usar bem as zebras. Elas são baixas mas, nos carros atuais, com os pneus de perfil baixo e as suspensões absorvendo pouco o impacto, geram um desafio interessante. O ideal para os times seria andar com o carro mais alto para lidar com as zebras e ondulações, mas isso interfere negativamente na performance do carro. Então, será importante encontrar o meio-termo.

As corridas do Canadá são famosas por dois desafios bem característicos da pista de Montreal: trata-se de um dos circuitos mais duros com os freios, e é comum que os carros tenham problemas, principalmente se estiverem andando próximos de algum rival por muito tempo.

E outra característica é o alto consumo de combustível. As equipes costumam largar com menos combustível do que precisariam para terminar a corrida, pois ganham tempo estando mais leves. Mas um erro na conta pode custar carro em pistas nas quais a margem é menor, e Montreal é uma delas.

CURIOSIDADES SOBRE O GP DO CANADÁ

O GP do Canadá de 2011 é o mais longo da história, com 4 horas e 4 minutos, recorde que dificilmente será batido. Isso aconteceu por conta de uma longa interrupção por conta da chuva e fez com que a F1 mudasse sua regra. Antes, não havia um limite para a duração de um GP incluindo períodos de bandeira vermelha. Aquela vitória de Jenson Button mudou isso: o limite primeiro ficou em quatro horas e, mais recentemente, mudou para três.

O circuito leva o nome de Gilles Villeneuve, morto em um acidente há 40 anos e até hoje tido pelos torcedores da Ferrari como um dos pilotos mais identificados com a Scuderia. O canadense, inclusive, venceu sua primeira corrida na Fórmula 1 nesta mesma pista, em 1978, quando ela ainda se chamava Circuit Île Notre-Dame. Aquela foi a primeira edição do GP do Canadá nesta pista, mas o GP do Canadá já estava valendo para o campeonato da F1 desde 1967, com provas disputadas em Mosport Park e Mont-Tremblant.

A Île Notre-Dame é uma das duas ilhas artificiais em que a Fórmula 1 corre —a outra é em Abu Dhabi. A ilha canadense foi construída utilizando solo que foi escavado para a construção do metrô de Montreal na década de 1960, e foi idealizada para fazer parte da Expo de 1967, que a cidade recebeu. Hoje é um parque que recebe, além da F1, competições aquáticas e de remo, shows e tem também um museu focado no meio ambiente.