São Paulo - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) obteve ontem, em uma reunião realizada em Mônaco, a aprovação dos chefes das equipes de F-1 para por em curso as mudanças propostas para tentar aumentar a competitividade e salvar comercialmente a categoria.
As alterações deverão começar a ser implementadas a partir das próximas temporadas e deverão nortear o documento a ser aprovado até o final do ano que vem que irá suceder o Pacto da Concórdia, contrato que rege as normas comerciais e técnicas do esporte e expira em dezembro de 2007.
''Exceto por detalhes menores, houve aceitação completa dessas propostas revolucionárias'', comemorou o presidente da FIA, Max Mosley. ''Eu não poderia pedir mais desta reunião'', continuou.
O objetivo das novas regras será evitar o domínio de uma única equipe, como vem acontecendo com a Ferrari nos últimos anos. Com competitividade maior, a categoria chamaria mais atenção de patrocinadores e de TVs.
Na prática, as mudanças irão levar a um ''retrocesso'' na tecnologia dos carros. A FIA quer padronizar os motores no formato V8, com quatro válvulas por cilindro e capacidade de 2,4 litros. Hoje, os propulsores são todos V10 de 3 litros.
Também deverá haver padronização nos fornecedores de pneus, acabando com a atual ''guerra'' entre Bridgestone e Michelin.
''Muletas'' eletrônicas, que auxiliam o piloto para guiar os carros, seriam abolidas, entre elas a direção hidráulica e a embreagem automática.
A limitação atual do uso de um motor por final de semana ficaria ainda mais apertada: as unidades teriam que sobreviver a dois GPs. O carro reserva também deve deixar de existir.
Estas e outras mudanças serão apresentadas ao Conselho Mundial da FIA no próximo dia 30 de junho, em Paris.
Segundo o presidente da FIA, Max Mosley, as propostas têm seis objetivos. ''Melhorar o espetáculo sem regras artificiais, aumentar a importância dos pilotos cortando a eletrônica, reduzir os custos das equipes grandes e mais ainda os das pequenas, encorajar a entrada de novos times e motivar um grid com 24 carros'', disse, quando apresentou o comunicado de seis páginas em que propunha as mudanças, antes do GP de San Marino, no final de abril.

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