São Paulo - O GP de Bahrein foi cancelado e a F-1 só terá 19 provas na temporada. Os organizadores resolveram tomar a medida por conta dos conflitos internos no país. A prova iria abrir a temporada da categoria no segundo final de semana de março (entre os dias 11 e 13). Assim, a temporada irá começar em 27 de março em Melbourne, na Austrália.
''Nós sentimos que é mais importante que o país se concentre nos problemas imediatos e de interesse nacional e deixe a Fórmula 1 no Bahrein para ser disputada em uma data posterior'', afirma o príncipe Salman bin Hamad Al Khalifa em comunicado oficial.
No domingo, Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da categoria, se livrou da responsabilidade e deixou a decisão nas mãos do príncipe do Bahrein.
Primeiro país do Oriente Médio a receber a F-1, o Bahrein deixa de receber o evento pela primeira vez desde 2004 devido às manifestações políticas na região.
Com a decisão, o Bahrein entrou para um seleto grupo de países que tiveram suas provas canceladas na F-1. E isso porque a categoria não se ''entrega'' nem mesmo para catástrofes como o 11 de Setembro.
Insegurança e crise financeira são as principais causas para se cancelar um GP. Esses foram os motivos apresentados pela Argentina em algumas oportunidades a partir de 1960. Inicialmente, a ausência coincidiu com o encerramento da carreira de Juan Manuel Fangio, vencedor de cinco campeonatos, e o final do governo Perón.
A Argentina sediou o Mundial de 1972 até 1975. Em 1976, teve a prova cancelada por falta de segurança.
Voltou ao calendário no ano seguinte e ficou até 1982, quando abriu mão da F-1 por causa da Guerra das Malvinas. Voltou a sediar uma prova 13 anos depois, mas em 1999 teve seu GP cancelado devido à crise financeira.
O mesmo aconteceu com Magny-Cours, na França, que deixou de abrigar um GP em 2009 por causa de problemas financeiros. Desde então, está fora do calendário.
Em 1983, o GP de Nova York foi cancelado a pouco mais de três meses de sua realização por falta de estrutura. Acabou substituído pelo recém-criado GP da Europa, em Brands Hatch.
Por outro lado, nem mesmo o atentado terrorista aos EUA, em 2001, ou a morte da princesa Diana, em 1997, alteraram a agenda da F-1.
O primeiro não provocou o cancelamento da corrida em Indianápolis, 19 dias depois do atentado. O segundo não atrasou um minuto o treino do GP de Monza, que era no mesmo horário do funeral.

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