Fórmula 1 pode mudar a regra ainda este ano
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sexta-feira, 05 de março de 2004
Agência Folha 
Melbourne, Austrália - O regulamento da F-1 para esta temporada pode sofrer ajustes já na próxima etapa, o GP da Malásia, daqui a duas semanas.
Bernie Ecclestone, o homem-forte da categoria, disse que não ficou satisfeito com o novo formato dos treinos das sextas-feiras.
''Foi o dia mais chato da história da F-1'', declarou o dirigente inglês no paddock do Albert Park. ''Os carros não iam para a pista, o público na arquibancada começou a ir embora'', completou.
''Mas eu não sou um ditador. Posso, no máximo, sugerir que pensem melhor nas regras.''
Na prática, porém, Ecclestone tem força, sim, para mudar a situação já para a prova de Sepang.
A partir desta temporada, a FIA, entidade máxima do automobilismo, adotou medidas para tornar o campeonato mais competitivo e barato para as equipes.
A mais polêmica delas é a que limita a cada piloto o uso de apenas um motor por final de semana.
Como foi criada também uma outra regra que pune com a perda de dez posições no grid de largada o piloto que tiver um propulsor estourado durante os treinos, poucos se aventuraram a ficar rodando nas sessões livres.
Em média, cada piloto reserva (não sujeito à punição) deu 37 voltas. Cada titular, apenas 27.
Quem menos andou no primeiro dia de treinos foi o hexacampeão Michael Schumacher: 19 voltas. Muito pouco para os torcedores, que pagaram cerca de R$ 150 para assistir à sessão.
Em relação aos favoritos, Felipe Massa tem a resposta. ''Os testes da pré-temporada podem induzir a uma avaliação equivocada. Existe uma hierarquia, com Ferrari, McLaren, Williams e Renault em um patamar acima. A luta pelo quinto lugar será feroz e a Sauber quer brigar por esta posição'', disse Massa.


