Fórmula 1 inicia os treinos na Malásia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de março de 2003
Agência Estado 
Sepang - A Ferrari começa hoje, à meia noite, tentar sair da incômoda situação de ser apenas a quarta colocada no Mundial de Construtores, depois de Michael Schumacher não ter ido ao pódio em Melbourne, dia 9. Quando isso ocorre é uma surpresa na Fórmula 1. Com a diferença de 11 horas a mais no horário de Kuala Lumpur em relação a Brasília, o primeiro treino do GP da Malásia, segunda etapa da temporada, inicia-se ainda hoje para a maioria dos brasileiros. ''The World's Hottest Race'' é como os malaios definem sua competição, ou ''A corrida mais quente do mundo.'' A tomada de tempos, na madrugada de amanhã (de Brasília), será entre 3 e 4 horas da manhã.
A McLaren lidera o Campeonato de Pilotos com David Coulthard, 10 pontos, e o de Construtores, 16. A Ferrari, pelas condições adversas da prova de abertura do ano, somou apenas 4 pontos. A Williams tem 9 e a Renault, 6. Não há dúvida de que Michael Schumacher entrará ''mordido'' na pista, hoje, da meia noite a uma hora, desde a primeira sessão de treinos livres no circuito de Sepang, que ontem atingiu 37 graus de temperatura e umidade do ar de 80%. ''Não me excluam de lutar pela vitória'', vem dizendo o alemão.
Mas antes de a Ferrari tentar reagir na classificação, já das 21h30 às 23h30, ainda hoje, os pilotos da Renault, Jaguar, do brasileiro Antonio Pizzonia, Jordan e Minardi realizarão suas duas horas extras de treinamento, como bônus por terem aceitado a limitação de dez dias de testes privados com dois carros ou 20 com um só ao longo do ano. ''Tudo o que eu espero aqui na Malásia é não ter de ir para a classificação, à tarde, sem conhecer a pista, como aconteceu na Austrália'', disse ontem Pizzonia.
Guerra Hoje, quando todos os pilotos se apresentarão em Sepang, certamente a questão da guerra contra o Iraque será abordada, mas já ontem a assessora de imprensa de Schumacher, Sabine Kehn, passava aos jornalistas a opinião do alemão: ''Michael disse que tem o maior respeito por essas pessoas que se manifestam contra o conflito. Sua posição é a mesma do governo alemão.''
A Alemanha criou um sério desgaste nas relações com os Estados Unidos por se negar a enviar tropas para o conflito.


