FÓRMULA 1 Equipes prevêem dificuldades na Malásia
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segunda-feira, 14 de março de 2005
Livio Oricchio<br> Agência Estado 
São Paulo - As etapas do Mundial de Fórmula 1 são, agora, disputadas em dois tempos, com a obrigação de disputar dois GPs com apenas um único motor. A prova de abertura do campeonato, dia 6, na Austrália, correspondeu ao primeiro tempo. Domingo, sob o calor intenso da Malásia, acontecerá o segundo. ''As chances de quebra são bem maiores'', admitiu o inglês Pat Symonds, diretor de engenharia da Renault, equipe sensação em Melbourne.
Ainda na Austrália, Jean Todt, diretor da Ferrari, comentou que a ''hora da verdade será no circuito de Sepang'', na Malásia. ''Ninguém simulou disputar dois GPs, sob temperaturas elevadas, na pré-temporada'', lembrou o dirigente francês.
É exatamente nisso que Rubens Barrichello aposta para conseguir um bom resultado na corrida deste domingo: ''Podemos não ter o carro mais rápido da pista, mas seguramente o mais confiável.''
Na Malásia, o asfalto atinge até 60 graus e a temperatura ambiente frequentemente ultrapassa os 40 graus. Por isso, a prova de Sepang será também um desafio para os pneus, agora com a exigência de resistir às duas sessões de classificação e à corrida inteira. ''Acrescente o esperado desgaste elevado de pneus no fim da corrida ao profundo estresse físico do piloto. As possibilidades de cometermos um erro vão crescer'', prevê o italiano Giancarlo Fisichella, da Renault, vencedor do GP da Austrália.
Fisichella acredita ainda que por ser o primeiro circuito fechado de velocidade, já que em Melbourne a pista é de rua, dentro de um parque, o GP da Malásia dará uma idéia mais precisa do potencial de cada equipe para o restante da temporada. ''Imagino que a McLaren e a Ferrari vão ser bem mais fortes que na Austrália'', avisou o italiano da Renault.


