Fórmula 1 começa sob o signo da recessão
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Melbourne - Hoje, às 19 horas (horário de Brasília), começa a ser disputado o 53º Mundial de Fórmula 1. Pela primeira vez no ano, os 22 pilotos inscritos, representando 14 países, estarão juntos na pista, no primeiro treino livre para o GP da Austrália, etapa de abertura do campeonato. Pode ser o último treino de sexta-feira da prova: já atingidos pela recessão econômica mundial, os dirigentes da F1 começam a discutir, em Melbourne, formas de reduzir os custos da competição. Acho que para 2003 teremos de eliminar os treinos de sexta-feira, defendeu o irlandês Eddie Jordan, sócio da Jordan.
Ainda que a sessão que definirá o grid, quando todos tiram o máximo de seus equipamentos, nas mesmas condições, seja apenas no sábado, já as duas sessões livres desta sexta-feira (horário australiano) servem de referência para o estágio de desenvolvimento de cada escuderia.
Por exemplo: a Sauber, do brasileiro Felipe Massa, tem mesmo toda a força que os treinos de pré-temporada evidenciaram? E as novas McLaren, do talentoso Kimi Raikkonen, e Williams, do arrojado colombiano Juan Pablo Montoya, não vão vencer Michael Schumacher nem com a Ferrari do ano passado?
Na tarde de ontem, sob sol e temperatura de 17 graus, os mecânicos das equipes ainda trabalhavam na montagem dos carros. Uma delas, a Arrows, do brasileiro Enrique Bernoldi, atrasou tanto o seu programa para a temporada que lançou o modelo A23-Ford apenas ontem, em pleno circuito Albert Park.
Se não tivermos problemas de quebra, por termos treinado tão pouco, podemos ser a surpresa da corrida, disse Bernoldi. O potencial do A23 é enorme.
Outro representante da nova geração do Brasil na Fórmula 1, Felipe Massa, 20 anos, faz em Melbourne sua primeira corrida no Mundial. E ele passou a maior parte do dia na pista. Aqui me sinto tranquilo, mas no hotel penso na prova a todo instante, comentou.


