Fórmula 1 começa a mostrar sua cara para temporada 2005
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segunda-feira, 27 de setembro de 2004
Reportagem Local 
Xangai - Enquanto os chineses ainda demonstram entusiasmo e até já criticam a estréia da Fórmula 1 no país, pilotos e equipes iniciam hoje, em Jerez de la Frontera, na Espanha, uma série de treinos visando a próxima temporada, prevista para começar dia 6 de março em Melbourne, na Austrália.
O espaço destinado à brilhante vitória de Rubens Barrichello no GP da China nas edições de ontem dos jornais impressos em mandarim, língua oficial da China, foi grande, sinal de aceitação do evento. Tudo era novidade para os chineses. As quase 200 mil pessoas que estiveram no excepcional Autódromo Internacional de Xangai nos três dias de competição também saíram satisfeitas, de modo geral, pela reação festiva demonstrada nas arquibancadas o tempo todo.
Mas o enorme investimento estatal na realização do GP da China já gera contestações. Ontem, o diário Jiangnan Shibao publicou: ''A F-1 é um esporte de aristocratas, feito para queimar dinheiro. Um jogo de azar, um luxuosa e exuberante festa, diversão para ricos.''
Os políticos do Partido Comunista não se manifestaram, mas a agência de notícias estatal chinesa, Xinhua, divulgou: ''A F-1 é a melhor estratégia para expor a validade de se investir em Xangai''. Confirmou, contudo, que o retorno do investimento na construção e promoção do GP da China, estimado em US$ 200 milhões, será obtido a longo prazo. E não omitiu: ''A arrecadação de bilheteria vai para a oganização da F-1, o que torna esse período mais longo.''
Futuro Um pouco do que será a F-1 em 2005 começa a ser desvendado hoje. A polêmica regra dos pneus estará sendo checada em Jerez de La Frontera pelo heptacampeão do mundo, Michael Schumacher, da Ferrari, dentre outros pilotos.
Este ano, cada piloto dispõe de dez jogos de pneus para todo o fim de semana de GP. A partir de 2005, serão apenas dois jogos. Um para os treinos livres de sexta-feira e sábado pela manhã e outro para a sessão de classificação e corrida.
Os pit stops no próximo Mundial serão apenas para reabastecer e não mais substituir pneus, a não ser no caso de furo. ''Em vez de introduzir um sulco a mais nos quatro existentes, optamos por obrigar os fornecedores de pneus a produzirem pneus bem mais duros que hoje'', explicou Max Mosley, presidente da FIA. ''Esses pneus duros vão reduzir consideravelmente a performance dos carros, ajudando a torná-los mais seguros.''


