Magny-Cours - Não importa quem será o vencedor: Fernando Alonso (Renault), Kimi Raikkonen (McLaren-Mercedes), Michael Schumacher (Ferrari) e os outros pilotos terão de proporcionar hoje no Grande Prêmio da França um grande espetáculo por ocasião do Grande Prêmio da França para reabilitar a imagem da Fórmula 1, muito abalada em Indianápolis. A corrida começa às 9 horas (horário de Brasília), com transmissão da Rede Globo.
Décima corrida do campeonato mundial, o GP da França, que será disputado no circuito de Magny-Cours, marca a metade de uma temporada que havia começado da melhor forma possível com a quebra da hegemonia da dupla Michael Schumacher/Ferrari, pelo espanhol Fernando Alonso, da equipe Renault.
Mas ainda na primeira fase, Alonso encontrou um duro adversário, o finlandês Raikkonnen, da McLaren-Mercedes, segundo colocado. A McLaren está se tornando o carro mais competitivo da temporada.
Porém, o GP de Indianápolis acabou de repente com a festa. Desde a retirada das escuderias equipadas pela Michelin do GP americano segundo a recomendação do fabricante francês de pneus , a F1 está submersa em uma crise de poder entre a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) e seu presidente Max Mosley, e cinco grandes construtores envolvidos na F1: Renault, Toyota, Honda, DaimlerChrysler (Mercedes) e BMW.
Mas para o público e os telespectadores, que não ligam para estas questões triviais, a resposta deve vir da pista.
Recorde Os seis pilotos equipados com pneus Bridgestone, grandes beneficiários do simulacro de corrida em Indianápolis, esperam continuar ganhando em Magny-Cours, a exemplo do heptacampeão mundial Michael Schumacher, detentor do recorde de vitórias no GP francês: sete em 12 participações. Ao vencer em Indianápolis, o alemão provou que não ia deixar passar a mínima oportunidade de faturar pontos.
Graças aos resultados obtidos no GP americano, Ferrari subiu para o segundo lugar, ocupando a posição com McLaren-Mercedes e ficando a 13 pontos de Renault. No Mundial de Pilotos, Schumacher está em terceiro, a três pontos de Raikkonen e a 25 pontos do líder Alonso.
''Acho que estamos bem preparados para o GP da França. Progredimos no carro nestas últimas semanas, e acredito que vamos obter bons resultados neste fim de semana'', avisou o heptacampeão mundial.
Os 14 pilotos equipados com pneus Michelin também demonstram motivação, depois de terem sido privados de pontos nos Estados Unidos.
Alonso, particularmente, quer brilhar diante do público francês que comparecerá para apoiar a Renault. Ele já saiu na frente de Raikkonen, seu principal opositor. Durante treino livre da sexta-feira, o motor do carro da McLaren do finlandês estourou. Segundo as regras da Fórmula 1, quando um piloto troca de motor após início do fim de semana de corrida, tem que largar dez posições atrás daquela conquistada no treino classificatório.
Por sua vez, Ralf Schumacher (Toyota), cujo violento acidente na curva de Indianápolis havia sido o estopim da crise, está ''totalmente recuperado'' e voltará com toda força a Magny-Cours, onde conquistou em 2003 seu último GP.

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