FÓRMULA 1 - Não é sonho. É realidade!
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segunda-feira, 30 de março de 2015
LUIS FERNANDO RAMOS<br> Em Sepang (MAL) 

Como acontece em todos os esportes, a Fórmula 1 também realiza sonhos. E o de Sebastian Vettel, piloto alemão da pequena cidade de Heppenheim, aconteceu no fim de semana.
Ele cresceu vendo seu ídolo de infância Michael Schumacher ganhando corridas com o carro vermelho da Ferrari. Ontem, foi a fez dele conseguir isso - e de maneira surpreendente, logo na sua segunda corrida pelo time italiano.
- É meu sonho realizado. Quando era pequeno, Michael era meu herói. Não só meu, mas de todos os garotos que se encontravam em pistas de kart na Alemanha. Nos inspirávamos nele e, todos os anos quando ele aparecia lá para dar um pouco de atenção a nós, ficávamos realizados. Nem sei o que falar. Estar no topo do pódio e ver os olhos dos mecânicos enquanto eles cantavam o hino italiano... Não realizei só um sonho, mas muitos sonhos de infância - celebrou o alemão.
Não é fácil explicar como a Ferrari reverteu em apenas quinze dias a assustadora vantagem que a Mercedes havia imposto na abertura da temporada em Melbourne (AUS). O principal fator está na maneira que o carro do time conservou bem os pneus. Mas a estratégia acertada de não parar na entrada do Safety Car logo na terceira volta também ajudou. Sem falar na pilotagem irretocável de Vettel.
Por isso tudo, restou à Mercedes reconhecer, com surpresa, a superioridade da escuderia rival.
- Não esperava que eles fossem tão rápidos. Isso é bom para os fãs.
Não sei se seríamos capazes de acompanhá-los se tivéssemos feito a mesma estratégia. Ou se teria feito diferença. Eles foram tão bons ou melhores que nós em poupar os pneus - admitiu Lewis Hamilton, que lidera o Mundial com só três pontos de vantagem para Vettel.
Foi um domingo realmente bom para os fãs da Fórmula 1. Além da constatação de que, dadas determinadas condições, a Mercedes pode ser derrotada na pista, o GP da Malásia foi muito movimentado. O terceiro colocado Nico Rosberg até correu sozinho a maior parte do tempo. Mas a prova de recuperação de Kimi Raikkonen (quarto colocado), a bonita briga interna da dupla da Williams - com Valtteri Bottas ultrapassando Felipe Massa a três voltas do fim pelo quinto lugar - e as muitas disputas no meio do pelotão encheram os olhos do torcedor.
Resta torcer para que o GP da China, em duas semanas, seja mais como esta corrida de Sepang do que como o sonolento GP da Austrália.






