FÓRMULA 1 - Com novas regras, Austrália abre temporada 2008
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quinta-feira, 13 de março de 2008
Das agências 
Melbourne, Austrália - A temporada 2008 de Fórmula 1 começa neste fim de semana em Melbourne com altas doses de suspense entre os aspirantes ao título mundial e sobre as novas regras e a ausência do controle da tração eletrônica nos carros. A largada na Austrália está marcada para 1h30, nesta madrugada de sábado para domingo.
Quanto às equipes, uma das primeiras interrogações é saber como se comportarão Ferrari e McLaren, que dominaram 2007. Os prognósticos as colocam como as melhores do ''Circo'', já que têm os melhores carros. Serão capazes de reeditar a disputa do ano passado?
''Temos um bom carro e teríamos que brigar pela vitória em todas as corridas e, portanto, pelo título, Mas, ao mesmo tempo, não sabemos muito dos concorrentes'', declarou o atual campeão mundial, o finlandês Kimi Raikkonen. O piloto da Ferrari tentará repetir no circuito de Albert Park o sucesso da temporada anterior, quando começou o ano conseguindo pole position, vitória e volta mais rápida.
A McLaren, depois da saída do espanhol Fernando Alonso, vai trabalhar para que Lewis Hamilton possa conquistar o título que perdeu em 2007. ''Temos que conseguir arrancar da melhor maneira possível. Meu objetivo é ganhar a corrida e vamos trabalhar duro para conseguir'', assegurou o britânico. Na temporada passada, a equipe conseguiu na Austrália as segunda e terceira posições, atrás de Raikkonen.
Outro dos pontos de suspense da temporada será saber se outras equipes que largam a partir da segunda fila (BMW Sauber, Renault, Williams, Red Bull e Toyota) conseguem dar um salto que inquiete a Ferrari e a McLaren. ''A primeira corrida dará uma idéia de como será a temporada e também para comparar as equipes. Teremos idéias mais claras sobre nosso nível depois do Grande Prêmio da Austrália'', declarou o espanhol Alonso, que voltou à Renault, com a qual ganhou os títulos de 2005 e 2006.
O Mundial de 2008 conta com uma série de novidades técnicas que prometem botar ainda mais fogo na disputa. A principal delas é a ausência do controle de tração, sistema que foi legalizado em 2001, facilitando bastante a vida dos pilotos, especialmente aqueles com menor domínio técnico.
Basicamente, o controle de tração impedia que as rodas do carro girassem em falso, de maneira que o piloto não precisava dosar o pé no acelerador, mas sim apenas apertá-lo o máximo possível. A mudança deve provocar maior número de escapadas e até de batidas, especialmente quando a pista estiver molhada.
Brasileiros
O Brasil será representado por três pilotos nesta temporada. Felipe Massa (Ferrari), Rubens Barrichello (Honda) e Nelsinho Piquet (Renault) tentam recolocar o Brasil no topo da Fórmula 1.
Quarto colocado no Mundial de Pilotos do ano passado, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, afirma que vai buscar na nova temporada da F-1 a ''consistência'' que o afastou da briga pelo título em 2007. Ontem, o ferrarista disse estar pronto para o início da nova temporada.
Massa espera que os problemas enfrentados em Melbourne no ano passado não se repitam neste final de semana, durante treinos e corrida. ''Estou muito bem e espero ter um bom início de temporada, já que no ano passado tudo corria de forma perfeita até os treinos para a primeira corrida. Daí, tive que largar em último (por trocar o motor). Vou ficar concentrado em tentar ganhar cada GP e ser o mais constante, corrida a corrida'', disse o piloto da Ferrari.
Estreante na F-1, Nelsinho Piquet quer terminar entre os oito melhores colocados no GP da Austrália. Ele, porém, adotou um discurso cauteloso e ressaltou que pode levar tempo até ele alcançar este objetivo. ''Sou muito competitivo e gostaria de marcar pontos na minha primeira corrida, mas sei que essas coisas levam tempo'', afirmou o filho do tricampeão mundial Nelson Piquet.
Este ano, o veterano Rubens Barrichello, 36 anos, que passou a última temporada sem terminar uma vez sequer na zona de pontuação, tem garantido pelo menos um momento de destaque: tornar-se o piloto que mais vez disputou uma prova da Fórmula 1. O feito deve ocorrer no GP do Canadá, quando Rubinho alcançará 257 GPs na carreira, um a mais que o italiano Riccardo Patrese, que competiu na categoria entre 1977 e 1993.


