Há uma semana, as equipes de basquete feminino da ALE/Londrina conquistaram mais dois importantes resultados e voltaram para casa com o título da Taça Paraná sub-13 e o 3º lugar no sub-15, realizada em Toledo, no Oeste do Estado. Mas não é de hoje que o projeto, com sede no Colégio Mãe de Deus, em Londrina, tem se destacado. Há pelo menos cinco anos, o time vem engordando a sua coleção de troféus e se consolida como um dos grandes formadores da modalidade no Paraná.
A conquista do vice-campeonato dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB's) em 2008, em Poços de Caldas (MG), foi o grande marco na história do projeto. "De lá para cá, o projeto se estabeleceu e vem mantendo a tradição de trazer títulos para Londrina", cita o ex-jogador e técnico Hamilton Azevedo, responsável pelo treinamento de todas as quatro categorias, do sub-12 ao sub-15, do projeto.
Nos dois últimos anos, as londrinenses praticamente não deram chances às adversárias e "paparam" boa parte dos títulos estaduais. Em 2011, a equipe sub-12 foi campeã da Taça Paraná e vice estadual. No ano passado, o domínio foi incontestável no sub-12 e sub-13 – os times venceram o Campeonato Paranaense e a Taça Paraná, os dois principais torneios disputados no Estado. "Isso sem contar os títulos de campeonatos da liga londrinense", endossou Azevedo. Em 2013, além dos resultados na Taça Paraná, o time sub-14 já faturou a fase regional dos Jogos Colegiais.
Mas e qual o segredo de todo este sucesso? Resposta simples para o treinador. "A gente trabalha sempre a formação como um todo, com muita disciplina e foco no treinamento. Mesmo com estes resultados, consegui colocar na cabecinha delas que é preciso sempre evoluir e isso tem nos feito conseguir bons resultados", destacou o comandante.
E como gostam de dizer os técnicos, quando o coletivo funciona, os destaques individuais também aparecem. Nos times da ALE/Londrina têm sido assim. Depois de brilharem com a camisa da equipe de Londrina, cinco meninas mais o técnico Hamilton Azevedo ajudaram a seleção paranaense a conquistar o vice-campeonato do Sul-Brasileiro de Seleções sub-14, ano passado, em Itajaí (SC).
Um dos destaques da equipe é Anna Beatriz Pereira. Aos 12 anos, a menina é tratada como uma joia. E basta vê-la em ação por poucos minutos para ver que talento realmente não lhe falta. Enquanto conversava com Azevedo, a reportagem flagrou a pontaria da garota com três arremessos seguidos certeiros da linha dos três pontos. "Ano passado a gente jogou no interior de São Paulo e o pessoal ficou encantado com ela", contou o treinador.
Dona de inúmeros títulos individuais, Anninha faz planos para ir longe. "Tudo isso é importante, uma motivação grande para que eu possa evoluir, me tornar profissional e chegar um dia à seleção brasileira, que é meu grande sonho", projeta a jogadora.
E mesmo com todos estes resultados, o projeto não está livre de um dos grandes problemas do esporte londrinense na atualidade: a falta de apoio. "Infelizmente não tem suporte, nem público nem privado. Isso tinha que ser visto com mais carinho pelas autoridades", reclama Azevedo. "Para treinar e viajar, os pais chegam a desembolsar cerca de R$ 200 por mês, fazem rifas", conta o treinador, que por conta disso teme ver suas atletas deixarem Londrina para tentar a sorte em outras cidades. "Aí chega um time do interior de São Paulo, oferece hospedagem, moradia e alimentação e leva. É isso que nós não queremos que aconteça. Seria importante para a cidade formar e manter essas atletas aqui".
O projeto é aberto à comunidade e quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com o Colégio Mãe de Deus.

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