Ford aposta em novo motor para vencer
A equipe Ford, campeã brasileira da Fórmula Truck em 2004, com o pernambucano Beto Monteiro, ainda não se encontrou na temporada 2006. Os pilotos mais experientes do time, Monteiro e Djalma Fogaça, estão apreensivos pelos primeiros resultados que custam a aparecer. Nas duas estapas iniciais (Caruaru e Fortaleza), Fogaça obteve apenas 2 pontos e Monteiro não pontuou.
No último final de semana, a dupla veio a Londrina testar a nova suspensão e o novo motor biturbo com o qual pretende tirar o pé da lama no campeonato. A estréia do equipamento será neste domingo, em Interlagos. Por enquanto, o time vinha utilizando os mesmos caminhões de 2005. Vínhamos andando entre os primeiros, mas tivemos quebras. Nosso campeonato vai começar mesmo em São Paulo, prometeu Fogaça.
Para tentar superar o problema das quebras, a equipe está centrando os esforços na melhoria da resistência do caminhão. É só o que está faltando para vencermos, garante Monteiro. Em 2004, o pernambucano obteve um 4º lugar no autódromo paulista e no ano passado estava em 2º quando quebrou a duas voltas do fim.
Fogaça vê total equilíbrio este ano. As equipes estão muito niveladas em termos de desempenho e para mim há quatro de fábrica com chances iguais de chegar ao título. Ele citou a Volkswagen (liderada por Renato Martins), a Scania (Roberval Andrade), a Mercedes-Benz (de Wellington Cirino) e a sua equipe, Ford. Somente esse grupo coloca 12 caminhões no grid. Somando com mais duas que correm por fora, a do Gardenal (Londrina Truck Racing) e a do Pedro Muffato, são 16 caminhões que já dariam um campeonato, aponta Fogaça.
Para o paulista, a Truck é o verdadeiro campeonato brasileiro de marcas. Na Stock só a bolha (carenagem) é diferente, porque por dentro os carros são todos iguais e o motor também. Já a Truck tem caminhões de seis fabricantes, com porte e potência totalmente diferentes, e todos andam em pé de igualdade, destacou. (J.K.)





