Força política é adversário nas etapas finais
São Caetano do Sul, 06 (AE) - Desde o dia 21, quando enfrentou o Bahia, em Salvador, o São Caetano está em estado de alerta. Naquele jogo, que terminou empatado por 2 a 2, a comissão técnica, os jogadores e os dirigentes do time do paulista perceberam que haveria outro adversário na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro: a força política.
Diante do Bahia - campeão brasileiro em 1988 -, na Fonte Nova lotada, o São Caetano teve o banco de reservas expulso pelo árbitro Ubiraci Damásio, que, para complicar ainda mais, marcou um pênalti a favor o time da casa nos minutos finais. O goleiro Sílvio Luís defendeu a cobrança e salvou o equipe paulista da derrota. "Realmente tivemos muitos problemas naquele jogo", lembra o vice-diretor de Futebol do clube, João Carlos Molina.
Segundo o dirigente, o árbitro relatou na súmula do jogo que houve invasão de campo e ofensas morais vindas do banco de reservas do São Caetano, o ele que considera um exagero. "Não podemos esquecer que no jogo entre Vasco e Paraná, em São Januário, o Eurico Miranda (vice-presidente do clube carioca) e vários jogadores invadiram o gramado, mas só o dirigente foi suspenso", lembra Molina. "Os jogadores do Bahia também entraram no campo e não aconteceu nada."
Além do Santa Cruz (PE), atual adversário nos playoffs, o time paulista pode enfrentar ainda o mesmo Bahia e o Goiás nas próximas fases. Clubes de grande torcida e influência política. "Sabemos que somos uma espécie de convidado incoveniente e por isso estamos precavidos", avisa Molina.





