Força para continuar
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Rodrigo Luiz<br>Agência Estado 
São Paulo - O dia 29 de novembro de 2016 escreveu na história a maior tragédia do futebol brasileiro. A queda do voo que levava a delegação da Chapecoense para a primeira final de uma competição internacional da sua história completou um mês nesta quinta-feira (29). Se tanto o time catarinense como os sobreviventes lutam para seguir em frente com dignidade, ainda existem algumas questões referentes ao acidente a serem respondidas.
A queda do avião da LaMia matou 71 pessoas, mas outras seis resistiram ao acidente. O primeiro a ser resgatado na ocasião foi o lateral Alan Ruschel. Ele também foi o primeiro sobrevivente brasileiro a ter alta. O goleiro Jackson Follmann foi o segundo, ainda que tenha tido sequelas severas - ele perdeu uma das pernas e é o único a ainda seguir internado. Rafael Henzel, único jornalista a sobreviver, deu entrada no hospital ainda consciente.
O caso mais difícil foi o do zagueiro Neto. Ele foi encontrado quando as buscas já estavam sendo encerradas: um dos bombeiros ouviu gemidos do atleta e o encontrou seis horas após a queda. Ainda com algumas sequelas respiratórias, perdeu muito sangue e estava hipotérmico quando foi achado, mas já teve alta médica e seguirá sua recuperação em casa.
Com membros da diretoria mortos no voo - incluindo o presidente do clube, Sandro Pallaoro - a equipe catarinense teve de se reconstruir praticamente do zero. Plinio David De Nes Filho, que fazia parte da diretora da Chapecoense, assumiu a presidência, e trouxe alguns reforços para o elenco, como o goleiro Elias (ex-Juventude), o zagueiro Douglas Grolli (ex-Cruzeiro), o meia Dodô (ex-Atlético-MG) e o atacante Rossi (ex-Goiás).


