Não seria um exagero afirmar que o futebol de salão de décadas passadas tem pouca relação com o praticado atualmente. Foram várias mudanças de regras inclusive no nome do esporte que passou a se chamar futsal que provocaram alterações na forma de se jogar. A habilidade e o toque refinado, salvo algumas excessões, deram lugar à força física e à potência.
Índio, que trabalha como professor das escolinhas de futsal do Canadá, lamenta o que considera a simplificação do esporte. Ele se refere ao fato de até mesmo os goleiros poderem marcar gols. ''Na nossa época os goleiros não podiam lançar com a mão sem que a bola tocasse em sua quadra e nem sair da área. Agora não há mais jogadas trabalhadas. A necessidade de resultados mudou a forma de se jogar'', explicou.
Fuzil conta que ainda assiste partidas de futsal, mas, segundo ele, ''não existe mais o lado romântico do esporte''. Já Mineiro diz que não tem saudades. ''Não podemos querer que o futsal seja como antes. Da mesma forma que não podíamos jogar naquela época com a velocidade de hoje.''
A preparação física dos atletas também mudou bastante. Antes, a parte física não era o mais importante, já que a habilidade fazia a diferença. Com isso, a maioria dos jogadores não ultrapassava a barreira dos 30 anos. Um exemplo é Jarbas, que deixou de jogar aos 28 anos, em 1982, quando defendia a seleção paranaense. Hoje é comum ver jogadores com mais de 30 anos jogando, inclusive, pela seleção brasileira, como é o caso de Fininho, que aos 31 anos, disputará o Mundial de Futsal, em Taipei, na China, em novembro.
Mas não são as mudanças na regra e na forma de jogar que mais preocupam os ex-atletas. O debate do atual estágio do futsal londrinense levaria horas para ser concluído. Afinal, a cidade que já contou com os melhores jogadores de futsal do Paraná, hoje não possui nenhuma equipe na divisão de elite do futsal paranaense. É unânime a opinião de que mão-de-obra continua existindo em abundância. ''Falta mais investimento'', acusou Mineiro.
Para Índio, o futsal não pode ficar nas mãos de poucas pessoas. ''O controle precisa estar com um grupo que se responsabilize por seus atos perante o clube. Além disso, é necessário promover campeonatos locais mais fortes'', afirmou.
Esses assuntos e muitos outros certamente serão discutidos durante o encontro marcado para o dia 28 de novembro. Os interessados em participar devem pagar uma taxa de R$ 10. Informações pelo telefone 9102-1587 (Índio) ou pelo e-mail [email protected]. (G.A.)

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