Agência Folha
Do Rio de Janeiro
O tenista Fernando Meligeni negou, após derrotar Karol Kucera, que sua vitória tenha sido um ‘‘cala-boca’’ em quem não acreditava que ele tivesse condição de decidir o confronto com a Eslováquia a favor do Brasil. ‘‘Não existe cala-boca nenhum. Sempre soubemos que a batata cairia na mão de alguém para decidir. Podia ser nas duplas, podia ser com o Guga, podia ser comigo. Não fui eu quem ganhei, foi a equipe do Brasil’’, afirmou.
‘‘O que senti na quadra foi uma força que poucas vezes vi. Eu estava me sentindo um pouco preso, mas a força da nossa equipe no box e da torcida me fez conseguir.’’
Gustavo Kuerten, derrotado ontem por Dominik Hrbaty, disse que ‘‘já esperava uma competição desse nível’’.
Sobre o confronto com a Austrália, pelas semifinais da Davis, previsto para julho, provavelmente em quadra de grama – rápida, desfavorável ao estilo brasileiro –, Guga disse que o Brasil entrará ‘‘totalmente como zebra’’. ‘‘Quem conhece tênis sabe quem são os favoritos. Qualquer vitória lá já vai ser muito importante.’’
Meligeni, que praticamente não atua em torneios disputados em grama, disse não estar preocupado em enfrentar os australianos nesse tipo de piso. ‘‘Não importa se sou exímio jogador ou não (na grama)’’, afirmou. ‘‘Vou me preparar e quero jogar. Se houver outro em melhor condição que eu, tudo bem.’’
O capitão Ricardo Acioly, porém, procurou demonstrar otimismo em relação a esse confronto. ‘‘É claro que dá para ganhar da Austrália. Mas agora estou pouco me lixando para a Austrália. O importante é valorizar e curtir este momento.’’

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