Teresópolis - Kaká está fora do jogo de amanhã, contra o Equador, em Quito, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Ele, inclusive, nem viajou com a delegação brasileira para Guayaquil ontem, seguindo direto para Porto Alegre, onde fará trabalho de recondicionamento físico, já de olho na partida de quarta-feira, quando o Brasil enfrentará o Peru, no Beira-Rio.
Com a ausência de Kaká, Ronaldinho Gaúcho ganha mais uma chance de mostrar seu valor na seleção brasileira - ele iria para o banco de reservas caso se colega do Milan tivesse condições de enfrentar o Equador em Quito. ''É mais uma oportunidade para ele mostrar que está evoluindo'', avisou o técnico Dunga, ontem, ainda na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), após treinamento pela manhã e antes do embarque para Guayaquil.
Nesta sexta-feira, Kaká treinou com bola, como estava programado, e não sentiu dores no pé esquerdo, local da lesão que vem lhe atormentando há algum tempo. Mas, como não mostrou o preparo físico ideal, ele decidiu, ao lado da comissão técnica da seleção, ficar no Brasil. ''Nossa preocupação maior é com seu condicionamento'', comentou o médico José Luiz Runco.
''Ele não está no melhor de seu nível, e nós não poderíamos criar uma situação que fosse prejudicial ao atleta'', explicou o médico da seleção, que trabalhou durante os quatro dias de preparação na Granja Comary para deixar Kaká em condições para o jogo no Equador. Dunga ratificou as declarações de Runco e afirmou que não ''poderia pôr o jogador em risco.''
Kaká mostrava confiança em sua recuperação, embora fosse cauteloso em todos os momentos. Mas, como vem tendo uma série de problemas desde o início do ano passado, ele resolveu não arriscar. ''Tive vários problemas, eu precisava parar um tempo'', comentou o meia-atacante do Milan, que seria titular da seleção caso tivesse condições de jogar contra o Equador.
A ideia de Dunga é aproveitá-lo contra o Peru, mas nem no jogo de quarta-feira, em Porto Alegre, também pelas Eliminatórias, a sua escalação está 100% confirmada.

mockup