São Paulo - Desclassificado na Copa Libertadores pelo modesto Once Caldas, da Colômbia (perdeu por 1 a 0 quinta-feira, em Manizales), o Santos deve também ficar sem seus dois reforços pretendidos para o Campeonato Brasileiro: o zagueiro Dininho, do São Caetano, e o volante Fabinho, do Corinthians.
Os dois seriam contratados para amenizar o problema que vem atormentando o torcedor santista: o iminente desmanche da equipe, campeã brasileira em 2002 e vice em 2003, além de finalista também da Libertadores do ano passado.
Dininho, por exemplo, seria o substituto para Alex, negociado com o PSV Eindhoven (HOL). Já Fabinho herdaria a camisa 5 de Paulo Almeida, que acertou com o Benfica (POR). Tanto Dininho como Fabinho foram indicados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, que já havia tentado no ano passado levar esses jogadores para trabalhar com ele no Cruzeiro.
De acordo com Marcelo Robalinho, procurador de Dininho, o Santos ainda nem fez uma proposta oficial pelo zagueiro. Fez só uma sondagem, por meio de uma pessoa que se disse ligada à diretoria. A multa rescisória de Dininho com o São Caetano, clube com o qual ele tem contrato até o ano que vem, é superior a R$ 10 milhões.
''Essa multa até poderia ser conversada com o São Caetano, mas o Santos ainda não fez isso. No quadro atual, eu diria que a chance de o Dininho ir para o Santos, de zero a dez, é quatro'', diz Robalinho.
Já o empresário de Fabinho, Gilmar Rinaldi, descarta totalmente o acerto do volante com o Peixe. Até porque a transferência é complicada. Numa eventual negociação do jogador, a HMTF (ex-parceira do Corinthians) e o São Caetano (ex-clube de Fabinho) dividiram o lucro em partes iguais. O Santos tentou comprar uma parte desses direitos, mas Rinaldi brecou.
Por isso, a diretoria santista deve partir atrás de outros jogadores. Mas sem pressa. O prazo de inscrições no Brasileiro expira só em setembro.

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