Bozó
Não adiantou o aviso do presidente do Londrina, Cláudio Canuto, de que as carteiradas seriam proibidas na partida entre Flamengo e América-MG. Teve gente insistindo. Um policial militar não quis saber da negativa do segurança. Entrou no peito, levando outras pessoas consigo. O fato de ser político, policial, juiz, advogado, jornalista, ex-BBB ou amigo de um não lhe dá o direito de entrar sem pagar em um evento particular. Depois querem reclamar dos políticos.

Vips
Outro fato marcante dos eventos esportivos londrinenses é a presença de bicões dentro do campo ou da quadra. No jogo de domingo não foi diferente. Tinha médico, fisioterapeuta, funcionários da prefeitura, todos assistindo ao jogo dentro do gramado com credencial no peito, prejudicando o trabalho de quem estava ali para trabalhar.

'Reportis'
A cada ano, todo profissional que trabalha na cobertura esportiva estadual tem que renovar sau carteira da Associação dos Cronistas Esportivos (Acep) para garantir o acesso aos jogos a serem cobertos. Em 2011, o valor de cada carteira variou entre R$ 170 e R$ 190, dependendo da data em que foi feita. O problema é que quando o jogo é de grande interesse, como o do Flamengo, aparecem repórteres, cinegrafistas e fotógrafos de todos os cantos. Gente que nunca entrou num gramado para fazer uma matéria, mas que está ali como imprensa para ''cobrir'' o jogo. Esse povo pede autógrafo, tira fotos, pede camisa, enfim, tieta os personagens da partida, atrapalhando o trabalho da imprensa séria. Quando vão exigir a cara carteira da Acep?

Valeu a pena
Problemas à parte, não poderia ter sido melhor o cartão de visitas da SM Sports. A ação mostrou Londrina mundo afora, já que houve transmissão pela Globo Internacional da partida entre Flamengo e América-MG. A empresa também contou com a sorte de o clube carioca acertar a contratação de Ronaldinho Gaúcho enquanto a equipe treinava por aqui. A resposta do londrinense serve de incentivo para o empresário Sérgio Malucelli continuar com a iniciativa. Ele ganha, a cidade ganha e o Londrina ganha.

Aprovado
O Centro de Treinamentos da SM Sports foi aprovado por todos que passaram por lá nos últimos dias. O único problema apontado pela imprensa carioca que lá esteve foi a estrutura para receber os jornalistas. Não há um local apropriado para cada um poder trabalhar. Após a chegada de Roanldinho Gaúcho foi pior, já que o número de jornalistas aumentou e muito. De resto, só elogios.

Punir...
Os dirigentes paranaenses não aprendem mesmo. Já é público e notório que os regulamentos elaborados pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) têm que ser lidos e relidos o máximo de vezes possível, porque sempre tem alguma coisa errada ou prejudicial aos clubes. Neste caso, o Arapongas é quem paga o pato. O time e a Prefeitura local não conseguiram aprontar a tempo o Estádio José Chiappin, para receber o jogo de amanhã, contra o Cianorte. O normal e mais coerente seria trazer a partida para o Estádio do Café e é o que a diretoria pensava, mas foi impedida porque segundo o regulamento, quando o time não pode jogar em seu estádio, tem que mandar o jogo em uma cidade a 100 quilômetros de distância.

...Pra quê?
Quando o clube perde o mando de campo, tudo bem, medida correta. Mas neste caso não tem cabimento. Os clubes do interior já andam mal das pernas e essas medidas só servem para complicar ainda mais a vida financeira deles. Tudo bem que o time subiu em agosto e as obras poderiam ter se iniciado antes, mas não há necessidade de penalizá-lo assim.

História alheia 1
Em sua estreia no segundo Estadual de sua curtíssima história, o Corinthians Paranaense parece ter esquecido que ainda dá seus primeiros passos no mundo do futebol. Diante do Paraná, o Timãozinho utilizou uniforme retrô, com direito a escudo que remetia ao primeiro utilizado pelo Corinthians Paulista. No distintivo constavam as datas de 1910 e 2010, alusivas ao centenário do Timão, celebrado no ano passado. Só não ficou claro se era uma homenagem ou um reaproveitamento do uniforme da temporada passada pela filial corintiana estadual.

História alheia 2
A mesma mania de grandeza do Timãozinho levou o clube a fixar em R$ 50 o valor dos ingressos para o jogo de amanhã à tarde, contra o Atlético, no Ecoestádio. Preço que até seria justo para ver Ronaldo e Roberto Carlos defendendo o Timão, mas que se torna alto demais quando se sabe que o principal destaque do Corinthians local é o não tão badalado Adrinao Gabiru.

Mico ou Macaca
Às vésperas do início do Estadual, o Paraná viveu situação inusitada. Especulado como provável goleiro do Tricolor na temporada, Eduardo Martini, que atualmente defende a Ponte Preta, chegou à Vila Capanema para assinar contrato com o novo clube. O problema é que o arqueiro havia negociado o acordo com um suposto dirigente que não pertence aos quadros paranistas e ninguém no clube tinha conhecimnento da história. Ao goleiro, restou pagar o mico e voltar para a Macaca.

Gilmar Agassi e equipe - [email protected]

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