Casa da mãe Joana 1
A decisão da CBF de equiparar os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (mais tarde chamado Taça de Prata), disputados nas décadas de 59 e 60, aos do Campeonato Brasileiro, disputado desde 1971, traz reconhecimento aos grandes times da época, mas também uma série de problemas.


Casa da mãe Joana 2
Basta uma rápida análise sobre o formato de disputa daquelas antigas competições para se perceber que o Robertão e a sucessora Taça de Prata até se assemelham aos nacionais disputados nos anos seguintes, mas o mesmo não se aplica a Taça Brasil, que seguia os moldes da atual Copa do Brasil, reunindo campeões estaduais e jogada no sistema mata-mata.


Casa da mãe Joana 3
Também havia claros privilégios aos clubes do eixo Rio-São Paulo, que só entravam na disputa da Taça Brasil já nas semifinais, podendo ganhar o título do torneio após disputar meros quatro jogos, como fez o Palmeiras na edição de 1960.


Casa da mãe Joana 4
Outro problema criado pela CBF é que, ao igualar ambas as competições ao Brasileirão, o país passa a ter dois campeões diferentes em 1968 (Botafogo, vencedor da Taça Brasil, e Santos, ganhador do Robertão), além de um bicampeão, o Palmeiras, em apenas um ano - o time ganhou as duas competições em 1967.



Casa da mãe Joana 5
A decisão mais correta seria equiparar os títulos do Robertão e da Taça de Parata ao Brasileirão e os da Taça Brasil à Copa do Brasil. Mas como não se pode esperar bom senso e nem compromisso com a história do futebol nacional da entidade que deveria gerí-lo, erroneamente o Brasil ganhará dois octacampeões nacionais, Santos e Palmeiras, que assim superam os hexacampeões Flamengo (este sim aguarda o reconhecimento da CBF pela conquista da Copa União em 1987) e São Paulo na lista dos maiores vencedores do ''Brasileirão''. Lista que agora sempre virá com um asterisco ao lado das conquistas pré-1971.

mockup