FOLHA ESPORTE CLUBE
Arena 1
Quando Curitiba foi confirmada como uma das 12 sedes da Copa de 2014, no ano passado, todo mundo sabia que iam começar a surgir propostas e mais propostas para a conclusão da Arena da Baixada, estádio do Atlético indicado para receber os jogos do Mundial. Duas foram apresentadas nesta semana e devem render muita discussão.
Arena 2
A proposta comentada pelo governador Orlando Pessuti (PMDB), na terça-feira, é o Atlético utilizar a venda de direito de potencial construtivo para pagar as obras, orçadas em R$ 138 milhões. Perguntar não ofende: o clube conseguiria levantar tanto dinheiro assim apenas com a venda de potencial construtivo?
Arena 3
A outra ideia da semana é do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB), que apresentou na quarta-feira projeto para que a Copel pague R$ 40 milhões da conclusão do estádio. A estatal ficaria com os naming rights da Arena. A proposta é absurda, por cinco motivos principais.
Arena 4
Primeiro: fere o princípio de isonomia. Se a estatal vai aplicar R$ 40 milhões para fazer obras na Arena, por que o mesmo não pode ser feito numa eventual reforma do Couto Pereira, por exemplo? Segundo: é de se imaginar qual malabarismo jurídico será necessário para justificar a aplicação de tanto dinheiro, oriundo dos cofres de uma empresa pública, para custear uma obra que vai beneficiar um ente particular.
Arena 5
Terceiro: a Copel não deve ter nenhum retorno na divulgação de sua marca, ao contrário do que o deputado argumenta. Quarto: no momento mais importante dessa eventual parceria, a Copa do Mundo, a hipotética ''Arena Copel'' teria que voltar a ser o Estádio Joaquim Américo, porque a Fifa só aceita no Mundial os seus patrocinadores. Quinto: a estatal deve ter coisa mais útil para fazer com esse dinheiro.
Arena 6
Uma alternativa, comentada já há algumas semanas, seria a construção da Arena Paratiba, a ser edificada por investidores no lugar do Pinheirão e que, como indica o nome, seria utilizada por Paraná e Coritiba. Embora os presidentes dos dois clubes demonstrem confiança na viabilidade do empreendimento, está difícil de acreditar que alguém vá investir numa arena multimilionária, para receber jogos de dois times regionais, de Segunda Divisão, sendo que um deles raramente atrai mais do que três mil torcedores ao estádio.
Cara amarrada
Torcedores que foram na quarta-feira ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, para se despedir da Seleção, reclamaram da postura dos jogadores. Segundo relatos, os atletas e os membros da comissão técnica, com algumas exceções (como Kaká, Robinho e o técnico Dunga), passaram pelo saguão carrancudos, apressados e sem acenar para a galera. ''É sacanagem. Tinha um monte de criança aí, gente que não foi trabalhar só para ver a Seleção... É muita arrogância desses caras'', disse um torcedor à reportagem da Folha.





