Futebol de várzea 1

Em mais uma dos muitos fatos lamentáveis do Campeonato Paranaense, célebre pela invenção do supermando em seu octogonal final, pelo conflito entre o regulamento e o Estatuto do Torcedor em alguns aspectos e por uma partida vencida por W.O. pelo Corinthians local, o Operário foi claramente prejudicado na continuação da partida com o Cascavel, interrompida pela chuva.

Futebol de várzea 2

Por razões que a própria razão desconhece, o Fantasma foi obrigado a cumprir determinação absurda e abusiva do Regulamento Geral de Competições elaborado pela Federação Paranaense de Futebol. Em um de seus artigos, talvez redigido pelos mesmos criadores do supermando, a entidade determina que caso um jogo seja interrompido, os atletas que tenham recebido o terceiro cartão amarelo no decorrer daquela partida não poderão participar de sua continuação. Na prática, o que a FPF criou foi a dupla suspensão por acúmulo de cartões, contrariando a legislação esportiva em vigor no Brasil.

Futebol de várzea 3

Para azar da federação, o artigo passaria batido se, nos 31 minutos iniciais da partida, disputados no dia 24 de março, o atleta Davi Ceará não tivesse recebido seu terceiro cartão amarelo. Fato que o impediu de participar dos pouco mais de 60 minutos restantes do jogo, disputados na última quarta-feira. Sem saber o que fazer com sua própria ''criação'', a FPF sequer esclareceu aos dirigentes do Operário se seria possível substituir o atleta impedido de participar por outro dos inicialmente relacionados para a partida. Sem uma resposta, o Fantasma apelou para o bom senso - até porque seria o absurdo máximo ter que continuar a partida com apenas dez jogadores -, colocando Rafael Leandro no lugar de Davi Ceará.

Futebol de várzea 4

Apesar de tantas falhas e de ter o supermando como alvo de chacota nacional nos principais programas futebolísticos da televisão brasileira, os dirigentes da entidade destacam constantemente seu trabalho em prol da modernização e valorização do futebol paranaense. Talvez tenham tal intenção, mas os resultados estão muito aquém do que eles apregoam.

Ouro do Oeste

Veterana do selecionado nacional de Ginástica Rítmica, apesar de seus meros 18 anos, Angélica Kvieczynski, atleta da equipe Sadia/Prefeitura de Toledo/Sesi, trouxe de Medellín, na Colômbia, onde foram disputados os Jogos Sul-Americanos, seis medalhas de ouro. Foi a primeira vez na competição que uma atleta atingiu os 100% de aproveitamento, garantindo o lugar mais alto do pódio na competição por equipes, no individual geral e em cada um dos quatro aparelhos da modalidade (arco, bola, corda e fita). Agora, Angélica faz planos para garantir uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, além de ser apontada como uma das esperanças do Cômite Olímpico Brasileiro para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.


Equipe FOLHA
es­por­te@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup