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A iminente eliminação precoce do Campos do Conde/Sercomtel/Londrina expõe um problema que assola o basquete londrinense há anos: o amadorismo de quem toca a modalidade na cidade. Entra ano, sai ano, entra dirigente, sai dirigente e tudo continua da mesma forma.

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No mês passado, a Folha pediu para que o presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB) Kouros Monadjemi opinasse sobre a situação das equipes que têm problemas administrativos, como a Associação Desportiva Londrinense (ADL), que gere o time de basquete. Ele foi taxativo na resposta: faltam dirigentes profissionais no Brasil.

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Salários atrasados, credores batendo na porta, viagens decididas em cima da hora, falta da presença de dirigentes junto aos jogadores, para ouvir suas reclamações e pedidos, para dar satisfações, conversas desencontradas, falta de planejamento são algumas das amostras de que o time não é tocado da forma mais correta. Na segunda-feira, um jogador deixou de ir ao treino porque não tinha dinheiro para pagar o ônibus. Dias atrás o time deixou de atuar no Moringão porque o ginásio estava reservado para uma formatura. Detalhe: tanto o jogo como a formatura estavam marcados havia meses e a direção do time só viu a coincidência nas datas dias antes da partida, quando ela já não podia ser alterada. É ou não é amadorismo?

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Só um milagre classifica a equipe londrinense. Culpa dos jogadores? Não, eles fizeram até mais do que podiam dentro de suas limitações e diante de tudo o que passaram. Culpa do técnico Ênio Vecchi? Não. Ele tirou leite de pedra para conseguir essas seis vitórias. Além de ter um elenco muito pequeno, viu três titulares machucarem na reta final. Fora isso, teve que administrar a insatisfação dos jogadores por conta dos atrasos salariais e a falta de diálogo da direção. Só para lembrar, o NBB é disputado por 14 times e 12 se classificam para os playoffs.

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As cotas do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos deste ano ainda não podem ser retiradas. Isso porque as duas últimas prestações de contas da verba do ano passado não foram aprovadas por causa de pendências.

Bronca


A direção da LNB deve ser mais dura com as equipes para o próximo NBB. A entidade não vai tolerar más administrações nas próximas temporadas. Não é privilégio de Londrina sofrer com o problema, mostrado por outros times, inclusive o Flamengo. A LNB prega pela credibilidade do torneio em busca de mais espaços na mídia e mais patrocinadores. Por isso, nada de atos vexatórios por parte de seus filiados.

Tubarão


O técnico Célio Silva, ex-jogador do Corinthians e Internacional, que assume o Tubarão para a disputa da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, chega domingo à cidade. Os jogadores se apresentam domingo à noite e na manhã de segunda-feira e vão direto para o CT do Nichika para iniciar os trabalhos.

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