FOLHA ESPORTE CLUBE
Retorno frio 1
A diretoria do Coritiba armou a festa, fez campanha com ídolos do passado e aguardou os convidados para celebrar o retorno ao Couto Pereira, após quase três meses. Mas a parcela da torcida que atendeu aos apelos foi muito abaixo da esperada pelos dirigentes. Na fria noite de domingo, apenas 5.125 pessoas pagaram para ver a goleada alviverde sobre o Nacional. E mesmo o público total de 6.679 pessoas, o oitavo maior do Estadual até o momento, foi bem abaixo da média que a equipe tinha na temporada passada. Sinal de que a ruptura entre clube e torcida daquele triste 6 de dezembro do ano passado ainda não foi totalmente superada.
Retorno frio 2
Mais do que os vazios na arquibancada do Couto, o que chamou a atenção foi a frieza da maior parte dos torcedores com o time. Até em parte pelas justas restrições à presença das torcidas organizadas, poucos gritos de guerra foram ouvidos no estádio, sendo alguns deles contrários à diretoria alviverde. A rigor, o público só foi uníssono mesmo nas vaias aos jogadores ao final do 1º tempo, logo após o NAC empatar a partida - gol comemorado pelo solitário torcedor do time de Rolândia presente nas arquibancadas. Mesmo as comemorações pelos quatro gols alviverdes foram mais frias que as habituais. Resta esperar os próximos jogos no estádio para ver se este fato foi isolado ou se repetirá daqui para a frente.
Recorde negativo
Praticamente rebaixado, o Engenheiro Beltrão tomou do Cianorte um recorde bastante indesejado. Com seu estádio novamente interditado, o lanterna do campeonato mandou o jogo diante do Serrano em Rolândia, sendo prestigiado por meros 28 espectadores, sendo que apenas 16 deles pagantes. Além do prejuízo de quase R$ 5 mil registrado no borderô - fora as despesas de viagem -, o Beltrão ''superou'' o Leão do Vale, que em situação parecida, mandando o jogo com o Nacional na cidade de Toledo, foi apoiado por um público de 29 pessoas. Nos dois casos, havia mais gente no gramado do que nas arquibancadas.
Violência
Não foi apenas no Campeonato Paranaense que o público ficou aquém do esperado nos jogos. O clássico paulista entre Santos e Corinthians, na Vila Belmiro, foi assistido por menos de 10 mil torcedores. Certamente, as cenas de violência registradas após o duelo entre Palmeiras e São Paulo, na semana anterior, contribuiu e muito para afugentar as pessoas do estádio santista.
Decisivo
O jogo de amanhã contra o Santo André, no Palestra Itália, será decisivo para as pretensões do Palmeiras no Paulistão. O Alviverde continua irregular e corre sério risco de ficar de fora da fase semifinal, que seria outra grande decepção para seus torcedores. Para piorar, o rival desta quarta-feira é o vice-líder do Paulistão e deverá dar muito trabalho.





