FOLHA ESPORTE CLUBE
Apito frágil
A atuação que beirou o rídiculo do árbitro Adriano Milczvski no clássico Paratiba expõe de vez o péssimo momento que vivem os apitadores paranaenses. Talvez com a honrosa exceção de Héber Roberto Lopes, que mantém alguma regularidade de boas arbitragens, os demais têm feito muito mal o seu trabalho. E isto porque todos realizaram pré-temporada patrocinada pela universidade que estampa sua logomarca nos uniformes de árbitros e bandeirinhas do Campeonato Paranaense. Mas não dá para esperar nada muito melhor em um país que mandará, pela terceira vez, Carlos Eugênio Simon para apitar na Copa do Mundo.
Arquibancada vazia
Além dos erros de arbitragem, do gramado ruim e da falta de lances de bom futebol, outra decepção do clássico foi a pequena presença de público, com menos de seis mil pessoas pagando ingresso. Como comparação, o duelo na Vila Capanema teve menos gente que nos quatro jogos que o Atlético mandou na Arena no Estadual. Os espaços vazios nas arquibancadas apenas atestam a decadência das competições regionais e a inteligência do torcedor, que sabe que esta primeira fase do campeonato não vale os preços cobrados pelos seus clubes.
Céu cheio
Se na torcida a presença foi pequena, chamou atenção na Vila Capanema a maciça presença de andorinhas sobrevoando o gramado. Dominando o espaço normalmente reservado aos quero-queros, centenas delas se divertiam com voos rasantes em busca dos insetos que davam bobeira na judiada grama do campo de jogo.
Vermelhou
Mais uma vez o Paranavaí vai se destacando no Campeonato Paranaense. O time, aliás, pode ser considerado a quarta força do Estado na década. Afinal, foi vice-campeão estadual em 2003 e campeão em 2007. Nos outros anos, sempre teve bom desempenho. A receita é a mesma de sempre. Jogadores rodados no Paraná e identificados com o clube e a cidade e, no banco, a blitz do folclórico Itamar Bernardes.





