FOLHA ESPORTE CLUBE
Às moscas 1
Com exatos 43.926 ingressos vendidos em 21 partidas, o Campeonato Paranaense por enquanto é um fracasso de público, já que, em média, apenas 2.092 torcedores pagam para ver seu time em campo. Média que só não é menor graças à torcida atleticana, a mais assídua nas três rodadas disputadas. Em seu dois jogos na Arena, o Furacão registrou os dois maiores públicos da competiçao até o momento: 10.586 pagantes diante do Operário e 8.020 contra o Serrano. A seguir, o jogo entre Rio Branco e Coritiba, em Paranaguá, teve 5.986 ingressos comercializados - juntos, os três jogos somam mais de metade do público pagante de todo o campeonato.3
Às moscas 2
Com alguns clubes jogando longe de seus inadequados e interditados estádios - Operário, Coritiba, Cianorte e Engenheiro Beltrão viveram esta situação desagradável -, as arquibancadas foram ainda mais esvaziadas. Como nos jogos entre Cianorte e Nacional, que teve meros 29 pagantes, ou Beltrão e Paraná, com 133 ingressos vendidos. Mas mesmo alguns times que jogam em casa não atraem a torcida. O Corinthians, em dois jogos no Ecoestádio, vendeu apenas 441 ingressos, muito menos do que o Operário, que mesmo jogando a 100 quilômetros de Panta Grossa, atraiu 1.318 pagantes em seu retorno a Série Ouro, no mesmo estádio.
Às moscas 3
O público modesto, no entanto, deve melhorar um pouco nas próximas rodadas, com o retorno de algumas equipes às suas casas. O Fantasma, por exemplo, viu o Germano Kruger ser liberado pela Federação Paranaense de Futebol e jogará a primeira partida dentro de casa na quinta-feira. Já o Engenheiro Beltrão terá que esperar fevereiro chegar para mandar um jogo no João Cavalcante de Menezes, contra o Cascavel, pela 6 rodada.
Exemplo eternizado
Sepultado no último sábado, após não resistir às complicações de um câncer, o mesatenista paraolímpico Luiz Algacir deixa um belo exemplo de vida dedicada ao esporte. Paraplégico desde os 15 anos, o paranaense Algacir começou a competir no tênis de mesa para cadeirantes aos 18 e, ao longo de 18 anos de carreira, conquistou dezenas de títulos. Os mais importantes foram duas medalhas de ouro no Parapan do Rio de Janeiro, em 2007, e a medalha de prata, ao lado do também paranaense Welder Knaf, nos Jogos de Pequim, em 2008 - melhor resultado do tênis de mesa brasileiro em competições olímpicas e paraolímpicas.
Nem deu tempo
Contratado com alarde pela diretoria do Rio Branco no final do ano passado, o veterano zagueiro Nem, que sequer estreou pela equipe, rescindiria na tarde de ontem seu contrato com a equipe parnanguara. Trazido para ser o ''xerifão'' de um time bastante jovem, Nem desertou antes mesmo do primeiro combate.





