Terra de ninguém 1

A Folha tenta há quase uma semana arrancar do presidente do Conselho Deliberativo do Londrina e advogado do clube, Ricardo Ramalho, e do presidente executivo, Peter Silva, respostas para questões sobre a parte administrativa do clube, mas, para variar, não obteve sucesso.

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Engraçado como funcionam as coisas no Londrina. De vez em quando vem uma entrevista coletiva, cheia de oba-oba, para não anunciar nada. Quando o assunto é sério e exige respostas esclarecedoras, quem as tinha que fazer foge da raia, se esconde, se esquiva.

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Qual seria o motivo? Será que é porque não há explicações para a subserviência do Conselho Deliberativo do clube à direção executiva, que foi quem diminuiu e escolheu a dedo os membros do conselho, já para evitar, digamos, perguntas 'inconvenientes'.

Terra de ninguém 4

A Folha queria saber do advogado Ricardo Ramalho, porque ele assiste a tudo o que acontece no clube fora de campo passivamente sem tomar atitude alguma, mesmo sendo cobrado pelos poucos conselheiros que não fazem parte da base de apoio a Peter Silva.

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Abaixo, seguem as perguntas encaminhadas por e-mail pela Folha, na quarta-feira passada, a Ricardo Ramalho. Ele não respondeu. Por meio da assessoria de imprensa do clube, disse que não era ''problema só dele e sim do Conselho (Deliberativo) inteiro''.

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Vamos às questões: Qual a posição do Conselho Deliberativo diante dos problemas do Londrina, como atrasos de salários, transações escondidas e o próprio rebaixamento no Paranaense? O clube pode perder jogadores das categorias de base a qualquer momento, já que os salários e os encargos trabalhistas estão atrasados. O senhor, como advogado, sabe disso. O Conselho vai fazer algo para evitar a iminente debandada? Por que a resistência em cobrar a direção executiva? Há denúncias de conselheiros de que o Conselho fechou os olhos para os problemas. É possível expor a contribuição de cada presidente dos últimos 15 anos para a situação atual do Londrina? O senhor acha ético comandar o Conselho, órgão responsável por cobrar, fiscalizar e punir, se necessário, a presidência executiva e ser também o advogado de defesa do presidente? É possível ter isenção? Há boatos de que os atrasos salariais na base fazem parte de uma manobra para negociar jogadores sem o pagamento da multa ao Londrina. Qual a sua posição quanto a isso? Qual a sua opinião quanto a gestão da direção executiva do clube? O presidente anunciou no fim do ano uma política de transparência, mas não cumpriu. O Conselho não vai cobrar essa prestação de contas?

Táticas, e mais táticas...

O técnico Gilberto Pereira anda preocupado com a divulgação da escalação do Tubarão, como antes do jogo decisivo contra o São José, em Porto Alegre. As justificativas, plausíveis por sinal, são para não entregar o peixe para o adversário, que teria um elemento a mais na hora de entrar em campo.

Porém...

Assim foi com a escalação de Rodrigo Félix e Jonhes. A ideia era surpreender o técnico André Luiz, com um elenco treinado para anular suas principais características: jogadas pela direita e bolas altas. Porém, quem acompanhou pelo rádio ou assistiu aos melhores momentos da partida viu que as principais jogadas, inclusive a que resultou no gol contra de Victor, foram pela direita. Ou seja, com a tática de Pereira na mão o adversário não mudou seu estilo de jogo e não encontrou maiores problemas na estratégia do comandante alviceleste. E deveras, ela não funcionou. E o ataque, que antes parecia mais eficaz, não rendeu com a entrada de Jonhes, pelo menos ainda.

Entusiasmo

O torcedor alviceleste vem sendo agraciado pela honrosa campanha na Série D, por isso a euforia é inevitável. Mas vale lembrar que ainda existem muitos erros. Contra o São José, por exemplo, o lateral Renaldo errou saídas de bola e propiciou contra-ataques ao rival. Foram pelo menos cinco vezes. Méritos ao goleiro Valter, que salvou o dia, uma vez que perder por dois a zero não é difícil em jogos decisivos, e no último sábado foi quase.

Rafinha na Itália

Milan e Juventus disputam um clássico nos bastidores para ver quem leva o lateral-direito londrinense Rafinha, do Schalke 04. Os milaneses estão em busca de um nome para o setor para ajudar Gianluca Zambrotta. Ontem, eles se reuniriam com o empresário do ex-coxa-branca, Marcos Malaquias, que já se reuniu com dirigentes da Velha Senhora no fim de semana. O principal problema para a transferência de Rafinha para o futebol italiano está na pedida: cerca de 10 milhões de euros (R$ 30 milhões). Rafinha tem contrato com o time alemão até 2011. O Barcelona também teria interesse no londrinense.

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