Acabou a farra

Uma resolução da Federação Paranaense de Futebol (FPF) promete parar com a farra dos times nômades no estado. A partir de agora, quem quiser trocar de cidade terá que pagar uma taxa de R$ 200 mil à entidade. Quem preferir trocar apenas de nome terá que desembolsar bem menos: R$ 5 mil.

Acabou a farra 2

Já estava mais do que na hora de a FPF tomar uma atitude para frear essa verdadeira farra dos empresários da bola. Exemplos é o que não faltam. Aurélio Almeida, aquele mesmo que não costumava pagar as contas por onde passava é um ótimo exemplo. Teve o Grêmio Maringá e o desativou. Foi para Toledo com o Império Toledo. Depois, mudou-se para Curitiba e trocou o nome do time: Império do Futebol. Depois, criou o Real Brasil, em São José dos Pinhais. Mandou jogos em Ponta Grossa, flertou com Foz do Iguaçu e foi parar em Brasília.

Acabou a farra 3

A Adap é outro exemplo clássico. Foi fundada em Jacarezinho, ficou com a vaga na Primeira Divisão que era de Ponta Grossa. Mudou-se para Campo Mourão, foi vice-campeã estadual por lá e rompeu com a torcida e com a cidade, unindo-se ao Galo e mudando-se para Maringá. Dois anos depois passou com o futebol profissional.

Acabou a farra 4

O Maringá Iguatemi começou em Pitanga como Atlético. Nesta última Divisão de Acesso, treianva em Nova Esperança e jogava em Paranavaí. A AFA, que é de Umuarama foi atrás do dinheiro dos donos do Foz Futebol, que foi rebaixado para a Segunda Divisão e não queriam ficar sem competições por lá.

Acabou a farra 5

Outros dois clubes estavam em processo de mudança quando a FPF baixou a norma. O Engenheiro Beltrão estava afivelando as malas para ir para Maringá. Já a SM Sports, que comanda o Iraty, tentava trazer o Azulão para Londrina, onde construiu um fantástico Centro de Treinamentos. De acordo com o gerente da empresa, Val de Mello, a resolução não mudará os planos da empresa. O que pode acontecer, segundo Val, é a empresa montar um novo clube, que disputaria a terceira divisão.

Para inglês ver

A justiça desportiva brasileira nos oferece motivos para não ser levada a sério. São inúmeros os casos de jogadores ou treinadores que foram punidos por até 180 dias, mas na prática não ficam ausentes das partidas de futebol. A punição imposta ao goleiro Fábio Costa, do Santos, parece brincadeira. Ele foi suspenso por dois jogos por entrada violenta no lateral Gustavo Nery, do Santo André. O detalhe: é de conhecimento geral que o capitão santista está lesionado e não volta a atuar em menos de 15 dias. Ou seja, mesmo que não fosse punido, ele não enfrentaria Palmeiras e Sport. A punição foi apenas para inglês ver.

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