Gafe

O torcedor coxa-branca que, por algum motivo, não soubesse o resultado do jogo contra o Internacional, daria gritos de alegria ao ver a edição de anteontem do programa ''Placar da Rodada'', que a TV Globo exibe após as partidas de quarta-feira. É que um painel do programa, ao lado do apresentador, informava que os finalistas da Copa do Brasil eram Corinthians e Coritiba. Após um vídeo exaltando as boas atuações dos goleiros nas duas partidas da noite, o erro no tal painel foi corrigido.

Besteirol

Na semana passada, um conhecido jornalista/escritor de Curitiba escreveu no seu blog que o Internacional venceria ''com um pé nas costas'' o Barcelona e o Manchester United, finalistas da Liga dos Campeões da Europa. Depois da pífia atuação do Inter diante do Coxa, dá para dizer que o Barça e os Red Devils teriam pelo menos uma chancezinha...

A polêmica do novo Couto

Ganhou força esta semana a polêmica em torno do projeto da nova arena que o Coritiba quer erguer no lugar do ultrapassado estádio Couto Pereira. No mês passado, a prefeitura de Curitiba vetou a realização da obra conforme planejado pela construtora WTorre, que seria a parceira do Coxa na empreitada. Na última quarta-feira, após reclamações de torcedores alviverdes, a Câmara Municipal realizou uma audiência para discutir o assunto.

A polêmica do novo Couto 2

Ontem, no blog que mantém no site oficial do Coritiba, o colunista Valdenir Taborda publicou um texto intitulado ''Não quero seu voto!'', em que critica um suposto tramento diferenciado dado pelo poder público aos projetos dos estádios do Coxa e do Atlético. ''A torcida acompanha estarrecida a manifesta má vontade para com a edificação do complexo que inclui o necessário e sonhado novo estádio do Coritiba Foot Ball Club'', diz Taborda.

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O colunista reclama do fato de a prefeitura não ter autorizado a construção de um shopping center e um hipermercado no complexo que incluiria também o novo estádio. Como é evidente, Taborda ressalta que ''são exatamente nestes dois vértices que estariam concentrados os retornos para viabilização do mega projeto''. Com essa atitude, ele afirma que a prefeitura estaria ''inviabilizando intencionalmente um investimento deste porte''.

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''Este tratamento diferenciado, de um lado das aspirações da construção do novo estádio rubro-negro, quando até a Praça Afonso Botelho, seria incorporada ao empreendimento, alijando o povo, seu legítimo proprietário de um espaço público, portanto de todos nós, e por outro lado o desinteresse com a causa alviverde, só pode ser interpretado como um recado para não ser esquecido pela nossa torcida para as próximas eleições: Não quero seu voto!'', conclui o colunista.

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Na noite de quarta, a prefeitura de Curitiba divulgou uma nota oficial sobre o projeto do estádio do Coritiba. A administração municipal esclarece que ''não vetou o projeto na íntegra, pelo contrário, a construção do novo estádio foi aprovada''. Mas ressaltou que ''o zoneamento (da área onde está o Couto) não permite o conjunto de todos os usos solicitados; o total da construção proposta extrapola os parâmetros construtivos máximos para o lote; o sistema viário não tem capacidade de absorção de toda a demanda viária para o empreendimento''.

Bom senso

É evidente que a prefeitura de Curitiba ainda terá que explicar que fim dará à Praça Afonso Botelho, localizada em frente ao estádio do Atlético e que deve ser utilizada para fins privados pelo menos durante a Copa do Mundo de 2014. Mas isso não significa que o poder público deve liberar qualquer empreendimento megalomaníaco em aéras que, notadamente, invibializariam a mobilidade em suas proximidades. A região do Couto, com ruas estreitas nos arredores do estádio, já sofre com sérios problemas de trânsito em dias de jogos. Imagine se, além do público das partidas, ainda se dirigissem para o local, no mesmo horário, os consumidores de um shopping ou de um hipermercado. Em certos casos, o bom senso ainda é a melhor saída...

Contra mim, não

Virou moda no futebol brasileiro nos últimos anos: um clube empresta um jogador a outro, mas quando os dois times se enfrentam, o atleta emprestado não pode atuar contra a ex-equipe. A restrição é definida em contrato. Na última terça, o zagueiro paranista Dirley não pôde enfrentar o Juventude, clube que o liberou para defender o Tricolor. No próximo domingo, o volante Rafael Miranda não encara o Atlético-MG, time que o cedeu ao Furacão.

Contra mim, não 2

Mas os times de Curitiba não são apenas vítimas desta síndrome. Da mesma forma, o Galo mineiro não poderá escalar, no domingo, o atacante Júlio César. Até o fim do Campeonato Paranaense, ele defendia o Furacão. Mas como não vinha agradando a torcida, sendo inclusive alvo de ofensas no estádio, foi emprestado ao time de Belo Horizonte. Fica a pergunta: se um jogador não serve para o meu time, por que temer que ele me enfrente por outra equipe?

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