Folha Esporte Clube
Confusão previsível 1
Como era de se esperar, a rodada decisiva do octogonal final do Estadual gerará um problema de segurança pública. Para não beneficiar nenhum clube, a Federação Paranaense de Futebol teve que marcar para o mesmo horário, 15h40, os jogos entre Atlético e Cianorte; Coritiba e Nacional; e J. Malucelli e Paraná. As três partidas decidirão o título e o segundo representante paranaense na Série D do Brasileirão. O problema é que a Polícia Militar e o Ministério Público do Paraná não recomendam a realização dos jogos das três maiores torcidas ao mesmo tempo, para evitar brigas nos arredores dos estádios e confusões em terminais de ônibus e estações-tubo.
Confusão previsível 2
A decisão da federação de segurar a torcida campeã no estádio por uma hora e meia após o jogo, pode reduzir os problemas. Mas praticamente desconsidera a hipótese de o Jotinha levar a taça, o que faria com que atleticanos e coxas-brancos furiosos saíssem de seus estádios ao mesmo tempo. Nesses casos, vale mais a pena manter a isonomia entre os clubes que ainda têm objetivos na competição ou preservar a integridade dos torcedores e da população em geral? Problema criado apenas porque quem elaborou o regulamento do campeonato precisa urgentemente fazer aulas de redação e interpretação de texto. Ao não expressar de forma clara quais seriam as vantagens dos times de melhor campanha neste octogonal, a federação criou, sem querer, a figura do supermando, levando para Curitiba a grande maioria das partidas da fase decisiva e criando um problema de segurança pública.
Sem espaço
O espaço cedido pelo Atlético para a imprensa foi pequeno na cobertura do Atletiba. Vários repórteres tiveram que ficar em pé, amontoados nas cabines, sem cadeiras disponíveis. Um ponto falho em um estádio que está super cotado para receber jogos da Copa do Mundo de 2014. As falhas serão ainda mais propagadas na quarta-feira, quando outras dezenas de jornalistas devem comparecer na Arena para acompanhar o badalado Corinthians do Fenômeno Ronaldo.
Bomba
Em todo jogo, especialmente nos clássicos, sempre existe aquele grupo de torcedores que deixam de lado a partida e trocam xingamentos, os piores possíveis durante os 90 minutos. Mas lamenta-se quando essas provocações se excedem. No Atletiba do último domingo, apesar da rigorosa revista dos policiais, alguns torcedores do Coritiba entraram com bombas que foram lançadas,pelo menos oito vezes contra o lado atleticano, provocando correria e manchando o espetáculo. Por sorte, nenhum torcedor saiu ferido.
Gilmar Agassi, Rodrigo Lopes e equipe
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